Política
O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, afirmou que o reconhecimento recebido da revista britânica The Economist não é motivo para comemoração diante do atual cenário político brasileiro. A declaração foi dada ao BNews, neste domingo (27), durante agenda em Salvador.
Renan vai participar de um ato com apoiadores em frente à reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no bairro do Canela. Ao BNews, o presidenciável disse considerar a revista uma das mais influentes do mundo, mas questionou o fato de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentrarem a disputa eleitoral.
Eu acho as coisas no Brasil tão graves que não consigo nem ficar envaidecido, mas realmente é a revista mais importante do mundo, a The Economist, a mais influente que tem. Ao mesmo tempo eu olho isso e falo: 'Pô, mas como é que a gente vive num país em que as pessoas estão cogitando votar num Flávio, votar num Lula?'. São duas pessoas que o tempo dele já passou completamente", apontou o presidenciável.
Em editorial publicado na quinta-feira (24), a The Economist afirmou que Renan Santos é o candidato cujas ideias mais se adequam ao momento atual do Brasil. A revista, contudo, também apontou que ele não conseguiu demonstrar força suficiente para enfrentar as estruturas políticas ligadas a Lula e Flávio.
Apesar de reconhecer que as pesquisas eleitorais não apontam, atualmente, uma posição de destaque para sua candidatura, Renan Santos afirmou perceber um movimento diferente nas ruas. De acordo com ele, existe uma mobilização em torno de sua campanha que não estaria sendo captada pelos levantamentos.
Tem algo muito estranho que as pesquisas não estão mostrando, que é uma energia que a nossa campanha tem e que os outros não têm, e que quando abrir a urna vai surpreender todo mundo", frisou o Renan Santos ao BNews.
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