Política

Empregado demitido por se recusar a votar em Bolsonaro receberá R$ 30 mil de indenização

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Justiça considerou assédio eleitoral da empresa por empregado não votar em Bolsonaro e ser demitido por esse motivo  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Youtube

Publicado em 04/10/2024, às 10h53 - Atualizado às 10h55   Yuri Pastori



Um empregado de uma empresa do ramo de bioenergia de Monte Azul (MG) irá receber uma indenização de R$ 30 mil por danos morais. O motivo é que ele foi demitido por se recusar a votar em Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022. As informações são do portal Uol.

Um dos líderes da empresa teria colado adesivos de Bolsonaro nos funcionários em setembro de 2022.  O empregado se recusou a usar o adesivo, já que votaria em Lula (PT). Na segunda-feira seguinte ao ocorrido, ele foi informado pela empresa do desligamento sem justa causa.

Uma testemunha relatou que colegas alertavam o funcionário que ele teria que votar no "candidato da empresa" e zombavam dele. A empresa nega que o motivo da demissão tenha sido a posição política do empregado e considerou o valor "exorbitante e desproporcional".

"Ficou claro que não só o autor da ação foi coagido, mas também vários colegas de trabalho. Os outros trabalhadores, certamente temerosos de perder o emprego, aceitaram a situação humilhante de ostentar 'santinho' de candidato no local de trabalho'', disse desembargador Marco Antônio Paulinelli Carvalho.

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