Política
por Rebeca Santos
Publicado em 23/07/2025, às 08h13
A LCM Construção, investigada pela Polícia Federal (PF) por supostos desvios no Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit) no Amapá, acumulou R$ 418 milhões em recursos de emendas parlamentares desde 2016.
Desse total, cerca de R$ 71 milhões vieram de emendas de relator, popularmente chamadas de “orçamento secreto” devido à baixa transparência nos repasses.
As informações estão registradas no Portal da Transparência, cobrindo o período de dezembro de 2016 a maio de 2025.
O maior volume de recursos destinado à empresa, R$ 276 milhões, foi por meio de emendas de bancada, propostas coletivamente por parlamentares de estados como Roraima, Paraíba, Rondônia, Paraná e Amapá.
A empresa também recebeu outros R$ 69 milhões via emendas de comissão.
A maioria dos repasses, com exceção de seis deles, tiveram como unidade orçamentária de destino o Dnit. Em sua maioria, quando há especificação do objetivo da verba, o dinheiro foi destinado para obras de manutenção ou adequação de trechos rodoviários.
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