Política

Empresa de economia mista do Governo do Estado leva prejuízo de R$ 220 milhões do Banco Master

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Uma auditoria concluiu que o Banco Master não cumpria os critérios exigidos pela política de investimentos da Cedae  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 02/06/2026, às 06h29



Uma auditoria interna da Cedae revelou que mais de R$ 220 milhões aplicados no Banco Master podem ter sido perdidos. No total, o Governo do Estado do Rio de Janeiro colocou quase R$ 4 bilhões no banco.

A maior parte desse dinheiro, cerca de R$ 3,7 bilhões, veio do Rioprevidência, que foi alvo de uma operação da Polícia Federal na semana passada. Outros R$ 237 milhões foram investidos pela Cedae, que agora também está sendo investigada.

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A auditoria concluiu que o Banco Master não cumpria os critérios exigidos pela política de investimentos da Cedae quando começaram as conversas para aplicar R$ 200 milhões. Segundo o documento obtido pela Globonews, as regras internas foram modificadas só meses depois, para permitir o investimento no banco.

As mudanças seguiram um caminho parecido com o que aconteceu no Rioprevidência, que também aplicou recursos no banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro.

O relatório mostra que, quando a Cedae recebeu os documentos do banco em julho de 2023, o Master tinha uma classificação de risco mais baixa do que a exigida e contava com avaliação de apenas uma agência de rating.

Essas conclusões fazem parte de uma investigação aberta pela atual direção da Cedae depois da perda dos recursos. O presidente da empresa, Rafael Rolim, enviou o documento para a diretoria e recomendou que ele seja encaminhado aos órgãos de controle, como o TCE e o MPRJ.

No sábado (30), o blog do jornalista Octávio Guedes revelou que a auditoria apontou que a diretoria financeira ignorou alertas internos sobre a piora da situação do Banco Master e que a Cedae teve um prejuízo superior a R$ 222 milhões.

Os documentos obtidos pela Globonews indicam que a apuração também analisou a origem da operação e as alterações feitas na política de investimentos antes de o dinheiro ser aplicado.

A auditoria interna aponta suspeitas de negligência, dolo sistêmico, fraude e risco ao patrimônio da empresa. Entre os principais responsáveis citados no relatório está o então diretor administrativo-financeiro da Cedae, Antonio Carlos dos Santos.

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