Política

Entenda como a fúria da geração Z conseguiu derrubar o premiê no Nepal

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A casa do ex-primeiro-ministro Jhalanath Khanal foi incendiada, e  a esposa dele, Rajyalaxmi Chitrakar, morreu queimada no ataque  |   Bnews - Divulgação Youtube/Jornal da Record
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 10/09/2025, às 07h20



O Nepal está enfrentando uma onda de violência que deixou pelo menos 25 mortos e mais de 100 feridos desde a última segunda-feira (9).

Tudo começou com protestos contra a corrupção e a proibição de redes sociais pelo governo. A situação virou um caos, com ataques a políticos, incêndios em prédios públicos e casas de autoridades, o que levou o primeiro-ministro Khadga Prasad Oli a renunciar.

A casa do ex-primeiro-ministro Jhalanath Khanal foi incendiada, e  a esposa dele, Rajyalaxmi Chitrakar, morreu queimada no ataque.

A residência do premiê Oli também foi queimada, assim como prédios importantes, como o parlamento, o gabinete da presidência e a sede do Supremo.

Em outro episódio, o ex-primeiro-ministro Sher Bahadur Deuba e sua esposa, a ministra das Relações Exteriores Arzu Rana Deuba, foram atacados em casa.

Alguns ministros foram resgatados de helicóptero pelo Exército e levados para um quartel militar após suas casas serem invadidas.

Os protestos começaram  quando o governo proibiu 26 plataformas de redes sociais, como Instagram e Facebook, alegando que elas não seguiam novas regras.

Jovens saíram às ruas contra o bloqueio, e a polícia atirou na multidão, matando 19 pessoas.

No começo, os manifestantes pediam o fim da proibição das redes sociais, gritando frases como: "Acabem com a corrupção, não com as redes sociais." Mesmo após o governo suspender o bloqueio na terça-feira, os protestos continuaram.

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