Política

Entidades espíritas pedem ao STF para atuar em ação sobre aborto; entenda

Agência Brasil
Se aceitos, as entidades poderão contribuir com informações ao tribunal, sem se tornarem partes diretas no caso  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil

Publicado em 07/06/2025, às 08h24   Rebeca Santos



A Federação Espírita Brasileira (FEB) e a Associação Brasileira dos Magistrados Espíritas (Abrame) solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de atuar como amicus curiae (amigos da Corte) em um processo que discute uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que limita a realização de abortos legais.

Se aceitos, os grupos poderão contribuir com informações ao tribunal, sem se tornarem partes diretas no caso.

A ação foi ajuizada pelo Psol em abril de 2024 contra a Resolução nº 2.378/2024 do CFM, alegando que a norma restringe a liberdade científica e o livre exercício profissional médico, impactando o direito ao aborto legal de vítimas de estupro, “porque proíbe um cuidado de saúde crucial para o aborto”.

A resolução, suspensa temporariamente pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, vedava o uso da técnica de assistolia fetal em gestações acima de 22 semanas resultantes de estupro.

O método, recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para interrupções após 20 semanas, consiste na aplicação de substâncias que interrompem os batimentos cardíacos fetais antes do procedimento de aborto.

O Psol sustenta que, além de violar direitos fundamentais – uma vez que o aborto em casos de estupro é permitido por lei –, o CFM não teria competência para impor tal restrição por meio de uma resolução.

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