Política

Erika Hilton aciona AGU contra fake news que acusam Lula de transfobia

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A fala de Lula gerou polêmica nas redes sociais, com políticos de direita acusando-o de transfobia sem fundamento.  |   Bnews - Divulgação PR/Ricardo Stuckert
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 19/01/2026, às 18h00 - Atualizado às 18h00



A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) solicitou à Advocacia-Geral da União (AGU) que investigue a disseminação de fake news que acusam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de transfobia, por conta de vídeos que circulam nas redes sociais com um discurso do petista distorcido.

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A controvérsia teve origem em uma cerimônia realizada na sexta-feira (16), em alusão aos 90 anos do salário-mínimo e ao lançamento de uma medalha comemorativa da medida.

A fala em questão foi dada pelo petista em evento realizado na Casa da Moeda, no Rio de Janeiro, ocorrido na sexta-feira (16). Na oportunidade, Lula se confundiu ao trocar o pronome feminino “ela” pelo masculino “ele” ao se referir à deputada estadual Érika Takimoto (PT-RJ). A assessoria do presidente disse que o episódio não passa de um equívoco, já que Takimoto é uma mulher cisgênero.

“Vocês mulheres tomem cuidado com essa tal de inteligência artificial. Eles são capazes de tirar uma foto sua, sentada do jeito que você está, e colocar você pelada no celular. [...] É capaz de tirar uma foto da 'Érika' vestidinha, do jeito que ele está aqui, com a perna cruzada, e amanhã aparecer ela pelada”, disse Lula.

Ao longo do último final de semana, alguns políticos de direita utilizaram as redes sociais para acusar Lula de ter cometido transfobia contra Erika Hilton, que é transexual.

No ofício enviado ao advogado-geral da União, Jorge Messias, Erika Hilton defende que houve desinformação deliberada e calúnia, com potencial de prejudicar a imagem do presidente.

“Evidentemente que o Sr. Presidente não praticou transfobia, muito menos contra a Deputada Federal Erika Hilton, uma vez que ela nem estava presente à cerimônia, e ele inquestionavelmente se referia a uma ‘Erika’ presente na plateia”, diz o texto enviado à AGU.

No último domingo (18), a deputada usou as redes sociais para reagir às acusações contra Lula. Segundo Erika Hilton, o petista não a chamou no masculino e afirmou que nem estava presente no evento quando ocorreu a declaração.

“Não, o presidente Lula não me chamou de ‘ele’ durante um evento no Rio de Janeiro. Porque eu literalmente não estava nesse evento. Há dias, estou no interior de São Paulo. E Lula estava conversando com uma pessoa da plateia. Eu não sou a única mulher chamada Erika do mundo”, declarou Erika.

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