Política
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) está sendo acusada de ter contratado dois maquiadores como funcionários de seu gabinete. Segundo o Portal da Câmara, Ronaldo Hass e Índy Montiel, foram contratados em 2024 como assessores e recebem cerca de R$ 9 mil e R$ 2,1 mil de remuneração mensal respectivamente.
Após a repercussão, Hilton divulgou uma nota onde afirmou que tudo não passa de uma “invenção”, que ambos realizam atividades institucionais e que toda a atividade de maquiagem é feita para além do trabalho institucional. “Como são meus amigos e sempre trabalharam, e ainda hoje trabalham com maquiagem, fora das atividades parlamentares, sempre que podem, me maquiam”, disse.
A deputada ainda ressaltou que ambos estão presentes em diversas situações e agendas políticas tanto nacional como internacionalmente e e que o trabalho deles é independente do trabalho de maquiador. “Eles não foram nomeados por me maquiar e sim por serem pessoas LGBT que contribuem muitíssimo com a minha atuação parlamentar, seja na pauta LGBT ou em tantas outras que meu mandato toca diariamente.”, destacou.
Após a notícia de que teria contratado os maquiadores, deputados de oposição, liderados por Paulo Bilynskj (PL-SP), acionaram o Ministério Público Federal (MPF) e o Conselho de Ética da Câmara, sob a acusação de uso indevido da da estrutura pública para fins pessoais.
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