Política
A deputada Erika Hilton (PSOL) não poupou palavras ao repercutir as falas do clã-Bolsonaro sobre a situação do ex-presidente na Superintendência da Polícia Federal (PF). A parlamentar ironizou a “tortura” relatada por familiares do ex-mandatário, uma vez que ele homenageou um dos torturadores mais cruéis da ditadura brasileira no plenário na Câmara dos Deputados.
Na terça-feira (13), através do X, Erika Hilton minimizou a fala do senador Flávio Bolsonaro (PL), que relatou as queixas do pai sobre o barulho do ar-condicionado na cela. De acordo com a psolista, "Bolsonaro deveria estar agradecendo que, em sua cela, quem o tortura é um ar-condicionado, e não seu ídolo".
“Bolsonaro homenageou, no Plenário da Câmara dos Deputados, o coronel Carlos Brilhante Ustra. Ustra foi um dos torturadores mais cruéis da ditadura brasileira. Entre os métodos de Ustra, estavam o estup*o, a inserção de ratos na vagina e de madeira no ânus de suas vítimas”, escreveu a deputada na plataforma.
Bolsonaro homenageou, no Plenário da Câmara dos Deputados, o coronel Carlos Brilhante Ustra.
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) January 13, 2026
Ustra foi um dos torturadores mais cruéis da ditadura brasileira.
Entre os métodos de Ustra, estavam o estup*o, a inserção de ratos na vagina e de madeira no ânus de suas vítimas.… https://t.co/1HCaGIMugL
Homenagem
A homenagem citada por Erika Hilton ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça como torturador da ditadura militar, foi feita por Jair Bolsonaro em 2019.
À época, o então presidente do Brasil classificou o coronel como “herói nacional”.
Durante o período da Ditadura Militar (1964-1985), Ustra chefiou o DOI-Codi de 1970 a 1974. O órgão de inteligência e repressão do Exército Brasileiro era responsável por práticas como tortura, perseguição e assassinato de opositores ao regime.
O coronel Carlos Alberto Brilhante Ustramorreu em 2015 aos 83 anos.
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