Política

Escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro fatura valor milionário entre 2023 e 2026

Lula Marques/ Agência Brasil
Senador pode exercer atividades paralelas ao mandato, mas precisa cumprir algumas regras  |   Bnews - Divulgação Lula Marques/ Agência Brasil
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 20/10/2026, às 18h30



O escritório de advocacia do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) emitiu, entre janeiro de 2023 e julho de 2026, cerca de R$13,7 milhões em notas fiscais. De acordo com os documentos analisados pelo UOL, metade das notas foi emitida para o pagamento de outros advogados, em serviços descritos como “assessoria jurídica”.

Em algumas dessas notas fiscais o senador aparece como advogado, atuando para clientes, mas sem especificar qual foi a atuação do parlamentar. O trabalho de um advogado não está necessariamente ligado a processos, podendo ser moldado como uma consultoria, assessoria e orientação jurídica, além da elaboração de pareceres. 

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Flávio Bolsonaro foi eleito para o Senado Federal em 2018, para um mandato de 8 anos, que será encerrado neste ano de 2026. O escritório de advocacia, no entando, foi aberto em abril de 2021 e tem como administradora Letícia Reis, irmã de Alexandre Caetano dos Reis, preso em 2025 por suspeita de participação nas fraudes do INSS.

O escritório tem como único titular o próprio parlamentar e não tem outros funcionários, possuindo como endereço a própria residência, localizada na Lagoa Sul, em Brasília.

Parlamentares do Congresso Nacional não são impedidos de terem atividades paralelas além dos mandatos para os quais foram eleitos, entretanto, precisam seguir algumas regras. No caso da advocacia, não é permitido que o parlamentar faça parte da mesa diretora do Senado ou atue em causas envolvendo órgãos públicos, estatais e autarquias.

Escritório na Mira

A Polícia Federal colocou o escritório do senador sob a mira, a fim de apurar as transações suspeitas entre ele e o amigo e também advogado Willer Tomaz, O inquérito foi aberto na semana passada por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Segundo a PF, Flávio e Willer dividiam a titularidade de uma conta bancária no Santander, o que ambos negam as informações.

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