Política

Esquema investigado pela Operação Overclean aponta tráfico de influência e cita ACM Neto

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A investigação apura suposto tráfico de influência ligado ao empresário José Marcos de Moura  |   Bnews - Divulgação Dinaldo Silva/BNews
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 14/12/2024, às 14h16 - Atualizado às 14h30



O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), é mencionado no inquérito da Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal (PF), que investiga crimes como peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e fraude em licitações de obras de pavimentação envolvendo o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e prefeituras na Bahia.

A investigação apura suposto tráfico de influência ligado ao empresário José Marcos de Moura, apontado como um dos principais articuladores do esquema. De acordo com interceptações telefônicas e escutas ambientais, Moura cita um "amigo" com quem teria conversado para resolver questões relacionadas ao pagamento da Larclean Saúde Ambiental Ltda., uma das empresas investigadas.

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Embora ACM Neto não seja citado nominalmente, os investigadores interpretam referências como "zero um antigo" como alusões ao ex-prefeito, devido ao contexto que menciona o fim de seu mandato.

A assessoria do ex-prefeito de Salvador afirmou que, segundo os autos, não há qualquer diálogo envolvendo seu nome, nem mesmo uma citação direta a ele. A assessoria ressaltou que existem apenas inferências, as quais, segundo a defesa, não estão relacionadas a qualquer ato ilícito (veja a íntegra no fim da matéria).

Em um diálogo captado, Thiago Dantas, então secretário municipal de Educação, teria afirmado que pagamentos em atraso só seriam regularizados após o pagamento de uma "primeira parcela na parceria", em novembro de 2024.

O BNEWS já havia revelado que Thiago Dantos foi citado em um esquema de fraude de licitação que desviou R$ 67 milhões, também no âmbito da Operação Overclean.

“Fica claro no diálogo captado a liderança de MARCOS MOURA como aquele que viabiliza o acesso ao secretário, assim como reforça a cobrança pelo pagamento, inclusive sugerindo que THIAGO deixe de honrar outros compromissos da Secretaria para que o pagamento à LARCLEAN seja efetuado”, aponta o relatório da investigação.

No trecho referente a ACM Neto, os investigadores contextualizam possíveis conversas de Thiago Dantas abordadas pelos suspeitos.

“Nessa ligação, MARCOS MOURA se gaba da maneira direta com que resolve esses tipos de tratativas e informa a ALEX que esperaria para ver se o secretário THIAGO realmente resolveria a questão do pagamento acordado. Caso contrário, ele, MARCOS MOURA, entraria em contato com um ‘amigo’ para definir a situação. Sugere-se, mais uma vez, que o ‘amigo’ citado por MARCOS MOURA, o qual seria capaz de resolver a situação do pagamento para a LARCLEAN no caso de insucesso de THIAGO, seja ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO. ALEX afirma que, em uma situação passada, os assuntos de seu interesse com a SMED de Salvador foram resolvidos por MARCOS MOURA com o intermédio do ‘zero um antigo’”, detalha o inquérito.

Íntegra da nota enviada pelo ex-prefeito ACM Neto.

“Os autos evidenciam que não há qualquer diálogo meu, nem mesmo citação direta ao meu nome. Existem apenas inferências, que, ainda assim, não estão relacionadas a qualquer ato ilícito.”

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