Política
Publicado em 25/05/2025, às 09h11 - Atualizado às 09h11 Cadastrado por Daniel Serrano
As seis maiores estatais do Brasil registraram aumento de suas verbas de patrocínio no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao todo, os contratos assinados por Petrobras, Caixa, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Correios e BNDES foram de quase R$1 bilhão em 2024. As informações são da Folha de São Paulo.
De acordo com a publicação, com correção pela inflação, os valores dos contratos saíram de R$ 351,5 milhões em 2023 para R$977,6 milhões em 2024, o que corresponde a uma alta de mais de 250%. Os dados estão presentes nas páginas de transparência divulgadas pelas estatais.
O maior aumento relativo de verba de um ano para o outro foi registrado nos Correios. De 2023 para 2024, os contratos da estatal passaram, em valores corrigidos, de R$ 3,5 milhões para R$ 33,8 milhões. Em 2022, último ano do governo Bolsonaro, essa verba era de R$ 300 mil.
Já em valores absolutos, o aumento mais significativo foi registrado nos contratos da Petrobras. Em 2023, a petroleira havia destinado R$ 50,5 milhões em patrocínios. O valor passou para R$ 335 milhões em 2024. O montante é referente a área de comunicação da empresa, deixando de fora os valores relacionados à responsabilidade social.
O Banco do Nordeste também aumentou os contratos de patrocínio de eventos, incluindo contratos fora da região atendida pelo banco. Além dos nove estados nordestinos, Minas Gerais e Espírito Santo também foram contemplados por patrocínios feitos pela estatal.
Os contratos das empresas ligadas ao governo federal são destinados a patrocínios para dar visibilidade nacional às marcas das estatais e a eventos regionais. Nestes casos, políticos com influência no governo costumam fazer pedidos para a liberação de recursos.
De acordo com a Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo Lula, as estatais têm autonomia para definir suas estratégias de patrocínio de forma autônoma. Por outro lado, a pasta garantiu que supervisiona a instância que valida os patrocínios em órgãos federais.
Ao serem questionadas sobre o aumento dos valores destinados a patrocínios, as estatais criticam o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro pela maneira que conduzia o tema.
Os Correios dizem que, na gestão anterior, os patrocínios foram quase zerados, em uma tentativa de privatização da empresa. A estatal afirmou ainda que disputa mercado com grandes concorrentes, que investem em propaganda, e que os contratos de patrocínio não comprometem sua sustentabilidade financeira.
A Petrobras segue a mesma linha. A petroleira afirma que os valores anteriores a 2023 eram limitados devido à política de desinvestimento e que tem ampliado patrocínios estrategicamente. A estatal defende ainda que os apoios não são um "mero gasto", mas uma ferramenta de desenvolvimento.
Já o Banco do Brasil disse que seus patrocínios são parte de estratégias para dar visibilidade a sua marca e que o plano é baseado “nas melhores práticas de mercado".
A Caixa também informou que os contratos de patrocínio seguem um planejamento estratégico, observando os limites legais.
O Banco do Nordeste afirmou que os patrocínios feitos em estados não nordestinos “têm caráter institucional” e tem como objetivo atrair investimentos e fortalecer parcerias.
Por fim, o BNDES disse que os aumentos nos contratos de patrocínio são uma retomada do protagonismo do banco na promoção de desenvolvimento econômico e social e que os apoios seguem critérios técnicos previstos no sistema legal.
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