Política
A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) tenta retirar das “mãos” do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, a apuração sobre o suposto repasse de emendas parlamentares para o filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intitulado “Dark Horse”.
A ideia dos advogados de Flávio Bolsonaro é que a apuração sobre o caso saia do gabinete de Flávio Dino, considerado aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e passe a ser analisado por André Mendonça, indicado à Corte por Bolsonaro.
O pedido feito ao presidente do Supremo, Edson Fachin, é que o magistrado avalie a conexão entre a apuração sob relatoria de Dino e o caso que pode levar à investigação do senador pelas tratativas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O segundo procedimento está sob relatoria de Mendonça, que pedia que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre a abertura de uma investigação formal sobre o financiamento do filme Dark Horse.
Inicialmente foi determinado que os deputados Mário Frias (PL), Bia Kicis (PL) e Marcos Pollon (PL) prestassem informações sobre os repasses. O ministro analisa se há suposto descumprimento da decisão do Supremo que determinou a transparência e rastreabilidade de emendas.
No total, os três parlamentares destinaram cerca de R$ 2,6 milhões em emendas Pix em 2024 a uma ONG presidida pela sócia da produtora que fez o filme “Dark Horse”, que conta a história de Bolsonaro.
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