Política

“EUA não conseguiram destruir a República Islâmica”, diz líder do Irã em nova tensão com Washington

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Em discurso, Khamenei sugere que o Irã tem capacidade de atacar o porta-aviões americano  |   Bnews - Divulgação Reprodução / TV
Bruna Rocha

por Bruna Rocha

Publicado em 17/02/2026, às 13h41



O líder máximo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não conseguirá destruir o sistema político do país, a República Islâmica.

Ele também fez uma ameaça ao chefe de Estado norte-americano, ao dizer que o Irã poderia atacar o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln, que estaria operando próximo ao território iraniano.

“Há 47 anos os EUA não conseguiram destruir a República Islâmica. Você também não conseguirá fazer isso”, afirmou Khamenei ao se referir a Trump.

“O presidente dos EUA diz que o Exército deles é o mais forte do mundo, mas o Exército mais forte do mundo às vezes pode levar um golpe tão forte que não consegue se levantar. (...) Mais perigoso que o porta-aviões deles é a arma que pode enviá-lo ao fundo do mar”, disse o líder iraniano em discurso em Teerã.

A declaração ocorreu durante a retomada das negociações entre EUA e Irã, mediadas por Omã, sobre o programa nuclear iraniano. Trump exige o fim do programa e alterna entre ameaças e tom otimista, afirmando que pode atacar o país caso não haja acordo, enquanto diz participar indiretamente das tratativas.

“Estarei envolvido indiretamente nas negociações, vamos ver o que vai acontecer. Acho que eles são maus negociadores, porque poderíamos ter tido um acordo em vez de enviar os B-2 para destruir o potencial nuclear deles. E tivemos que enviar os B-2. Não acho que eles queiram as consequências de não fechar um acordo”, disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One.

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Khamenei afirmou ainda que o programa de mísseis balísticos do Irã não será incluído nas negociações com os EUA, por considerá-lo essencial para a defesa do país, enquanto o governo norte-americano tenta ampliar as tratativas além do nuclear. Desde janeiro, os EUA reforçaram a presença militar no Oriente Médio, enviando dois porta-aviões, incluindo o USS Abraham Lincoln e o USS Gerald Ford, além de navios e caças para perto do Irã.

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