Política

Ex-assessor de Bolsonaro diz no STF que Mauro Cid mentiu e nega minuta de golpe

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Ex-assessor de Bolsonaro afirma que não teve contato com a minuta do golpe  |   Bnews - Divulgação Reprodução / X
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 24/07/2025, às 12h57 - Atualizado às 12h58



O ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL-RJ) Filipe Martins disse em depoimento, nesta quinta-feira (24), ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o tenente-coronel Mauro Cid "tem contado mentiras”. Martins negou ter tido contato com a chamada minuta do golpe. 

O documento previa medidas como a instalação de um Estado de Sítio e a prisão de autoridades para tentar reverter o resultado das eleições de 2022 e manter Bolsonaro no poder. Martins é apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como integrante do chamado núcleo 2, formado por acusados com posições profissionais relevantes e que gerenciavam as ações da trama golpista.

Ele está sendo investigado pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e dano ao patrimônio tombado. Em delação premiada, Mauro Cid afirmou que Martins e o ex-presidente discutiram juntos a redação da minuta em uma reunião de Bolsonaro com comandantes das Forças Armadas. 

Não existe nenhum documento com 10 páginas. O colaborador confirmou isso e posso afirmar isso não só não tive contato com minuta e nem durante esse processo. Minha defesa tem insistido em chamar de minuta fantasma, uma minuta que nunca apareceu e tem trazido outros danos de outra natureza", afirmou.

“Eu não estava na reunião do dia 7 [ de novembro de 2022] e nunca me reuni com comandantes militares.[…] Não participei de nenhuma reunião de minuta. Não houve consulta”, contou.

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