Política

Ex-chefe da PRF, colega de Bolsonaro na prisão, quer fazer o Enem para tentar reduzir a pena

Agência Brasil
A prova do Enem tem o mesmo nível de dificuldade da versão regular  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 18/02/2026, às 09h05



Preso na Papudinha, o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques disse a aliados que pretende fazer o Enem em 2026 para tentar reduzir sua pena.

Agência Senado
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Silvinei foi condenado a mais de 24 anos de prisão por tentativa de golpe. Ele foi transferido para a Papudinha em dezembro, após ser flagrado tentando fugir por meio do Aeroporto de Assunção, no Paraguai.

A estratégia de Silvinei está baseada no entendimento de alguns juízes de que um preso aprovado em todas as áreas de conhecimento do Enem tem direito à remição de parte de sua pena, mesmo com ensino médio completo.

O Ministério da Educação (MEC) realiza anualmente o chamado “Enem PPL”, edição da prova para detentos. O objetivo, segundo a pasta, é favorecer o processo de ressocialização dos presos.

A prova tem o mesmo nível de dificuldade da versão regular. Cada unidade prisional tem um responsável pedagógico, encarregado de inscrever os presos e escolher uma sala para o exame ser aplicado.

De acordo com o MEC, caso o preso seja aprovado em alguma faculdade com os resultados do Enem, cabe à Justiça determinar se a pessoa poderá ou não cursar a graduação.

Classificação Indicativa: Livre

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