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Ex-deputada é despejada de fazenda em briga com irmã; veja momento

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Justiça determinou reintegração de posse a empresa da irmã da ex-deputada  |   Bnews - Divulgação Reprodução/
José Gabriel

por José Gabriel

Publicado em 16/01/2026, às 07h32



A ex-deputada distrital Liliane Roriz foi despejada de uma fazenda em Luziânia (GO), no Entorno do Distrito Federal, após a Justiça de Goiás determinar a reintegração de posse à Agropecuária Palma, empresa administrada por sua irmã, Weslliane Roriz. As duas são filhas do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz e, desde o falecimento do pai, em 2018, travam uma disputa judicial envolvendo o patrimônio da família.

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A 1ª Vara Cível da Comarca de Luziânia autorizou a reintegração de posse do local ainda em outubro do ano passado, mas apenas nesta semana o mandado foi cumprido, com apoio da Polícia Militar de Goiás. Na decisão, a juíza Luciana Vidal Pellegrino Kredens afirmou que Liliane mudou de endereço e não comunicou a Justiça, o que impediu sua intimação.

Entenda o caso

No processo, a Agropecuária Palma, gerida por Weslliane Roriz, alega ser a legítima proprietária do imóvel, integrante da Fazenda Palmas, e sustenta que Liliane tinha apenas autorização verbal para utilizar a casa de campo. Segundo a empresa, a ex-parlamentar ocupou temporariamente algumas áreas do imóvel com a anuência da administradora.

Weslliane Roriz, por meio da empresa, pediu a condenação da irmã ao pagamento de indenizações por danos materiais, aluguel, extração de eucalipto e danos morais, totalizando R$ 531,4 mil.

Por outro lado, Liliane Roriz afirma que a reintegração de posse configura “desvio de finalidade” e acusa a irmã de utilizar a empresa para controle pessoal do patrimônio familiar.

“Há provas documentais, nos processos, de retenção de lucros, transferências financeiras, uso privado de terras e bens da empresa, além de cessões irregulares de patrimônio ao marido e ao filho, tudo em prejuízo da sócia igualitária, Liliane, detentora de 50% da sociedade. Nesse cenário, a recente tentativa de reintegração de posse, valendo-se da propriedade da própria Agropecuária Palma e do poder de gestão exercido por Weslliane, revela-se claramente como medida retaliatória às investigações em curso, aos pedidos de auditoria, ao andamento regular dos processos e às exigências legítimas de transparência”, declarou a defesa da ex-deputada.

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