Política
Publicado em 13/06/2025, às 16h05 - Atualizado às 16h15 Cadastrado por Carolina Papa
O ex-ministro do Turismo do governo de Jair Bolsonaro (PL), Gilson Machado,, classificou como “injusta” a sua prisão, ocorrida nesta sexta-feira (13), pela Polícia Federal (PF). Em entrevista a jornalistas, o ex-titular da pasta afirmou que “a justiça divina tarda, mas não falha”.
“Venho a público reafirmar minha total inocência. Não cometi crime algum. Não matei, não roubei, não trafiquei drogas”, disse Gilson Machado à imprensa ao chegar no Instituto Médico Legal (IML) do Recife.
Gilson Machado foi preso após indícios de que ele teria tentado emitir um passaporte português para que o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, conseguisse fugir do Brasil. A suposta ação teria ocorrido em 12 de maio de 2025.
Para imprensa, o ex-ministro informou que pediu informações ao consulado para renovar o passaporte do pai de 85 anos.
“O que fiz foi apenas pedir informações sobre a renovação do passaporte do meu pai, um senhor de 85 anos. É só verificarem as ligações que fiz para o consulado e os áudios que enviei aos funcionários”, informou.
“Eu nunca estive presente em nenhum consulado ou embaixada, nem de Portugal, nem de qualquer outro país, seja no Brasil ou no exterior. Tudo o que fiz foi um gesto de cuidado com meu pai, nada além”, complementou.
Segundo a Procuradoria-Geral da União (PGR), há “elementos sugestivos” que Gilson Machado atuou para atrapalhar o andamento da ação penal da trama golpista.
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