Política

Ex-ministro de Bolsonaro reage a ligação com PCC e pede investigação da PF

Isac Nóbrega / PR
Após matéria do site ICL, Ciro Nogueira se defende e pede que a PF verifique registros de acesso ao seu gabinete.  |   Bnews - Divulgação Isac Nóbrega / PR
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 01/09/2025, às 08h44 - Atualizado às 08h44



O ex-ministro da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro e presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), protocolou neste domingo (31) um ofício encaminhado ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, em que nega qualquer relação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e pede investigação imediata da Polícia Federal (PF).

O ofício responde a questionamentos feitos pelo site ICL, que divulgou uma matéria com relatos de uma testemunha teria dito à PF que Nogueira teria recebido dinheiro vivo de integrantes da facção.

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No documento, o senador diz que “essas pessoas jamais estiveram em meu gabinete” e que “por jamais ter tido proximidade de qualquer espécie, e portanto nunca poderia ter advogado em benefício delas (…) é absolutamente mentirosa” a possibilidade de favorecimento financeiro.

Nogueira também pede que a PF verifique registros de acesso ao seu gabinete no Congresso e em locais associados aos investigados. 

“Solicito à Polícia Federal que solicite os registros de entrada em meu gabinete no ano citado ou em qualquer ano, e que requeira as imagens e os registros de entrada na sede ou nos escritórios dessas pessoas”, escreveu. 

Em outro trecho, o senador criticou o site por noticiar o caso  e classificou a  reportagem do ICL como “um site de pistolagem da esquerda, uma espécie de milícia digital”. Nogueira ainda acusou o site de promover “gravíssimas e desleais calúnias”.

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