Política
O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, criticou a condução da sessão da Corte realizada na terça-feira (15), marcada por discussões entre os magistrados. Em entrevista à Itatiaia nesta sexta-feira (18), ele avaliou especialmente a atuação do presidente do STF, Edson Fachin, e os questionamentos feitos pelo ministro Flávio Dino durante o julgamento.
A sessão analisava a abertura de um pedido de investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master. O julgamento foi interrompido depois que Dino pediu vista do processo, após uma série de debates acalorados entre os integrantes da Corte.
Para Marco Aurélio, Fachin deveria ter adotado uma postura mais firme para conter os confrontos. Ele citou como exemplo o momento em que Dino acusou o presidente do STF de ter avocado para si processos relacionados a Moraes e André Mendonça. "Ele não percebeu que a cadeira de presidente, não me refiro a este ou àquele ocupante, deve ser respeitada", afirmou.
O ministro aposentado também avaliou que a postura adotada durante a sessão contribuiu para ampliar a dimensão política dos debates no Supremo. Ao classificar o episódio como "um dia triste para o Supremo", Marco Aurélio defendeu que os ministros atuem "com absoluta honestidade de propósito" e considerou que a troca de acusações e ofensas não condiz com o papel da Corte.
Na avaliação de Marco Aurélio, o episódio também deixou a sociedade sem uma resposta concreta sobre o caso. "A sociedade aguarda uma resposta do Supremo, que está sangrando, e o Supremo não pode cometer um suicídio institucional", declarou. Ele acrescentou que "o exemplo vem de cima" e disse que a condução de uma sessão marcada por "antagonismos exacerbados, com ofensas" não é compatível com a imagem que deve prevalecer na bancada do STF.
Classificação Indicativa: Livre
Super desconto
som poderoso
Top dos Tops
Smartwatch top
Modo Karaokê