Política

Ex-ministro do STF critica conduta de Flávio Dino em julgamento do Master

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Marco Aurélio Mello destacou a necessidade de respeito e honestidade nas discussões do Supremo Tribunal Federal  |   Bnews - Divulgação Divulgação / STF / Arquivo
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 18/09/2026, às 17h25



O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, criticou a condução da sessão da Corte realizada na terça-feira (15), marcada por discussões entre os magistrados. Em entrevista à Itatiaia nesta sexta-feira (18), ele avaliou especialmente a atuação do presidente do STF, Edson Fachin, e os questionamentos feitos pelo ministro Flávio Dino durante o julgamento.

A sessão analisava a abertura de um pedido de investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master. O julgamento foi interrompido depois que Dino pediu vista do processo, após uma série de debates acalorados entre os integrantes da Corte.

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Para Marco Aurélio, Fachin deveria ter adotado uma postura mais firme para conter os confrontos. Ele citou como exemplo o momento em que Dino acusou o presidente do STF de ter avocado para si processos relacionados a Moraes e André Mendonça. "Ele não percebeu que a cadeira de presidente, não me refiro a este ou àquele ocupante, deve ser respeitada", afirmou.

O ministro aposentado também avaliou que a postura adotada durante a sessão contribuiu para ampliar a dimensão política dos debates no Supremo. Ao classificar o episódio como "um dia triste para o Supremo", Marco Aurélio defendeu que os ministros atuem "com absoluta honestidade de propósito" e considerou que a troca de acusações e ofensas não condiz com o papel da Corte.

Na avaliação de Marco Aurélio, o episódio também deixou a sociedade sem uma resposta concreta sobre o caso. "A sociedade aguarda uma resposta do Supremo, que está sangrando, e o Supremo não pode cometer um suicídio institucional", declarou. Ele acrescentou que "o exemplo vem de cima" e disse que a condução de uma sessão marcada por "antagonismos exacerbados, com ofensas" não é compatível com a imagem que deve prevalecer na bancada do STF.

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