Política

Ex-mulher de secretário de Justiça de Pernambuco denuncia agressões físicas e ameaças de morte

Reprodução/TV Globo

Secretário de Justiça teria impedido ex-mulher de se separar diversas vezes

Publicado em 07/12/2021, às 22h25    Reprodução/TV Globo    Redação BNews

O secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, Pedro Eurico, pediu afastamento do cargo após sua ex-mulher, a economista aposentada Maria Eduarda Marques de Carvalho, denunciar, nesta terça-feira (7), diversas agressões físicas e psicológicas supostamente cometidas por ele durante os 25 anos em que estiveram casados.

Maria Eduarda afirma que chegou a ouvir repetidas ameaças de morte e chegou a registrar 10 boletins de ocorrência ao longo dos anos, sendo o último em novembro de 2021.

“Ele batia, dava murro, dava chute. A vida inteira. Ele sempre me bateu”, revelou ela, em entrevista à TV Globo.

Pedro Eurico de Barros e Silva já foi vereador de Recife, em 1984, e deputado estadual de Pernambuco entre 1986 e 2006, sendo presidente da Assembleia Legislativa no biênio 1995-1996. No segundo governo Miguel Arraes (1987 a 1990), esteve à frente da Secretaria de Habitação.

Antes de assumir a Secretaria de Justiça, em 2015, Eurico foi secretário Estadual da Criança e da Juventude, em 2012. Desde 2019, ele é presidente do Conselho Nacional de Secretários de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Administração Penitenciária.

Maria Eduarda relata que tentava se separar, mas acabava reatando com o marido. Ela diz ter tomado a decisão de divulgar o caso “por medo de morrer”.

“Eu não tinha mais condições de continuar vivendo do jeito que eu estava vivendo, sendo ameaçada, sendo perseguida. Então, eu achei que estava muito próxima da morte. Por conta disso, eu resolvi falar para que não apareça depois apenas a notícia: ela morreu. Eu gostaria apenas de viver. Muita vontade de viver ainda”, declarou ela.

Segundo Maria Eduarda, as ameaças aumentaram recentemente e Pedro Eurico constantemente insinuava o que poderia fazer com ela

“[Ele] me acordava de madrugada dizendo que eu saísse de casa naquela hora porque ele tinha acabado de sonhar que me matava. Outro dia, ele dizia que ia acontecer um acidente, ia aparecer um acidente e ninguém ia desconfiar que era ele que tinha mandado fazer alguma coisa”, afirmou.

Em nota, Pedro Eurico afirmou que as "denúncias improcedentes de agressão datam de mais de 10 anos e muitas destas foram retiradas pela suposta vítima", mas preferiu não dar entrevista.

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