Política

Ex-presidente quebra o silêncio sobre contrato milionário com Banco Master e cita o STF

Rovena Rosa / Agência Brasil
Ex-presidente acredita que o caso terá impacto nas campanhas políticas a partir de julho, afetando o cenário institucional.  |   Bnews - Divulgação Rovena Rosa / Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 10/04/2026, às 17h12 - Atualizado às 17h21



O ex-presidente Michel Temer (MDB) confirmou nesta sexta-feira (10), ter sido contratado pelo Banco Master para realizar uma consultoria e mediação antes de a instituição financeira ser liquidada pelo Banco Central, em novembro do ano passado.

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Em entrevista à CNN Brasil, Temer disse ainda que ter recebido honorários pelo trabalho e defendeu que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com possíveis vínculos ao caso deverão se declarar impedidos para julgá-lo.

“Há no sistema normativo impedimentos para que eventuais ministros ou juízes ligados a familiares possam decidir certas matérias. Tenho absoluta convicção de que os ministros que têm advogados envolvidos nessa questão declararão impedimento”, disse.

Temer revelou ter participado de uma reunião em Brasília com Daniel Vorcaro, controlador do Master, o então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e o então presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. No entanto, ele não revelou detalhes do que foi discutido no encontro por conta da confidencialidade profissional. “Há uma certa confidencialidade nessas matérias. Isso é uma coisa ética, fundamental para o advogado”, disse. 

De acordo com o G1, o escritório de advocacia do ex-presidente recebeu R$ 80,2 milhões do Master ao longo de 22 meses. Temer defendeu os serviços prestados pelo escritório de Viviane Barci, esposa do ministro do STF, Alexandre de Moraes, ao afirmar que a assessoria era “global” e não apenas de natureza jurídica.

Temer acredita que o impacto político do caso deve ser sentido com mais força a partir de julho, com o início das convenções partidárias. “Não está sendo bom para as campanhas políticas e para o quadro institucional geral no País”, disse.

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