Política
Publicado em 21/02/2025, às 06h57 Rebeca Santos
O engenheiro eletricista James Silva Santos Correia, de 66 anos, foi acusado por sua ex-companheira de assédio sexual, perseguição e violência psicológica após o término de um relacionamento de 15 anos.
James, que já ocupou cargos como secretário de Desenvolvimento Econômico e de Indústria, Comércio e Mineração da Bahia durante os governos de Jaques Wagner e Rui Costa, enfrenta um processo movido por sua ex-mulher, Magali Viana, de 53 anos, com o apoio do Ministério Público, após ser indiciado pela Polícia Civil.
De acordo com documentos do processo aos quais o portal A Tarde teve acesso, James teria adotado comportamentos abusivos após o fim do relacionamento com Magali, ocorrido em novembro de 2022.
Mesmo após a separação, ambos continuaram morando no mesmo apartamento, no bairro da Vitória, cada um em um quarto. Os conflitos começaram quando James fez um buraco na parede do quarto de Magali e instalou fios, alegando necessidade de acesso ao espaço para utilizar a impressora — embora houvesse outra disponível. Magali suspeitou que o objetivo fosse invadir sua privacidade.
Em depoimento, o irmão de Magali relatou que ela havia contado que James entrou nu em seu quarto com a intenção de ter relações sexuais, mas foi repreendido e saiu. Com medo, Magali chegou a dormir na casa do irmão em algumas ocasiões.
Ela também descobriu gravadores de voz escondidos atrás de sua cama e relatou que James a assediava constantemente, enviando fotos, vídeos e e-mails com conteúdo obsceno. Magali apresentou provas de que ele capturou e enviou fotos íntimas dela sem consentimento.
O processo também menciona que James instalou câmeras de segurança em áreas privadas do apartamento, como o banheiro e o quarto, para monitorá-la e capturar imagens íntimas.
Mesmo após ser bloqueado em aplicativos de mensagens, James continuou a enviar e-mails para Magali, pedindo para ser desbloqueado e prometendo "se comportar". Em uma das mensagens, ele ameaçou bloquear os cartões de crédito e débito da conta conjunta, o que acabou fazendo posteriormente.
Em fevereiro de 2023, James deixou o apartamento, mas passou a frequentar o condomínio e a academia do local, além de intimidar Magali com ameaças de invadir o imóvel e trocar as fechaduras. A defesa de Magali destacou que ele chegou a estipular um prazo para que ela entregasse as chaves, sob ameaça de chamar um chaveiro.
Já a defesa de James afirmou que ele recebeu as acusações com "tristeza e decepção", alegando que Magali estaria tentando retaliá-lo e constrangê-lo por não ter obtido vantagens patrimoniais na separação. Segundo seus advogados, a intenção dela seria obter uma partilha ilegal e indevida de bens.
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