Política
O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil) utilizou as redes sociais nesta quarta-feira (17) para comentar sobre o caso dos três funcionários de uma empresa de internet, que foram encontrados mortos na noite desta terça-feira (16), no bairro Alto do Cabrito, na capital baiana. Em resposta, o deputado estadual Marcelino Galo (PT), salientou que o ex-prefeito faz uso político de uma tragédia (confira abaixo).
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Segundo informações preliminares, os técnicos foram mortos por se recusarem a pagar uma espécie de taxa cobrada pelo grupo criminoso para continuar fornecendo internet no bairro. A informação ainda não foi confirmada pela polícia.
Em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram, ACM Neto lamentou o ocorrido e classificou o caso como "falência absoluta do poder público".
"Eu, inclusive, queria, nesse momento aqui, prestar a minha total solidariedade às famílias e aos amigos desses três trabalhadores, que trabalhavam operando internet em nossa cidade [...] Imagine a que ponto nós chegamos. É o ponto de falência absoluta do poder público. É a ausência completa da ordem”, disse ACM Neto.
“Gente, é uma coisa que revolta. Porque, imaginem só, em Salvador, uma empresa precisa pagar uma taxa para o Comando Vermelho, para a facção criminosa, para que os seus trabalhadores não fiquem vulneráveis ao que aconteceu no alto do Cabrito. Isso é uma coisa que eu não tenho nem palavras para falar", acrescentou.
O ex-prefeito de Salvador ainda cobrou do governador Jerônimo Rodrigues (PT) uma ação mais incisiva no combate ao crime organizado que atua na Bahia. "Governador Jerônimo Rodrigues, pelo amor de Deus, esse não é um apelo só meu, esse é um apelo de milhões de baianos, esse é um apelo, governador, de muitas famílias que olham, às vezes, o pai, a mãe sai de casa para trabalhar e não sabe se volta", disse. "Cadê a sua reação? Cadê a sua atitude, governador?", questionou o ex-prefeito de Salvador.
"A gente não pode aceitar o que aconteceu com esses três homens que nos deixam, porque a facção criminosa ganha a guerra contra a ação do Estado, de um governador que cruza os braços, que é omisso, que finge que está tudo bem, que acha que bandido tem que ser tratado com amor e carinho e que não age como tinha que agir, no seu papel, cumprindo o seu dever de governador", finalizou.
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Resposta
O deputado estadual Marcelino Galo (PT) rebateu o pronunciamento de ACM Neto e disse que o ex-prefeito faz uso político de uma tragédia.
“É inacreditável a insistência do ex-prefeito ACM Neto em usar politicamente tragédias para atacar o governo. Que insensibilidade é essa com as famílias das vítimas?”, reage o deputado estadual Marcelino Galo (PT) ao apontoar o cinismo do vice-presidente nacional do União Brasil. O petista ainda disse que o ex-prefeito adotou tom canastrão na publicação ao comentar a morte de três trabalhadores por uma facção criminosa, expondo-os de maneira torpe.
“O blogueirinho canastrão precisa ter limites. O caso já está sendo investigado e logo a polícia, com certeza, estará prendendo os bandidos e encaminhando-os à Justiça. Mas aquele que nunca apresentou uma proposta para a segurança pública prefere tripudiar a infelicidade alheia, achando que engana ainda alguém”.
Para Galo, ACM Neto precisa explicar por que ele que tanto reclama da criminalidade na Bahia levou para a Executiva de seu partido o “rei do lixo”, líder de uma organização criminosa que desviou mais de R$ 1,4 bilhão dos cofres públicos.
A Planet Internet, onde trabalhavam os três homens encontrados mortos no Alto do Cabrito, utilizou as redes sociais para lamentar a morte dos três funcionários. Além disso, a empresa disse, em nota encaminhada ao BNews, que presta apoio aos familiares das vítimas.
"Estamos priorizando o apoio aos familiares no momento. É tudo muito triste para todos os funcionários que conviviam diariamente com os 3 colaboradores. Esperamos que entendam. Foi emitido uma nota nas nossas redes sociais e outras informações também passaremos por lá. Mais uma vez, pedimos a compreensão neste momento", diz a nota.
O secretário de Segurança Pública (SSP), Marcelo Werner, comentou, na manhã desta quarta-feira (17), sobre o caso. De acordo com o titular da SSP, as investigações estão sendo realizadas desde a madrugada. Werner garantiu ainda que o delito não ficará impune.
"É prioridade número um a localização destes covardes, que de forma desumana tiraram a vida de três trabalhadores. Todos os recursos serão utilizados na identificação e localização destes indivíduos", disse.
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