Política

Após nova ação da PF, Félix Mendonça Jr. diz estar “surpreso” e questiona diligência sem fatos novos

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Deputado afirma que nova ação da PF causa estranhamento e reitera colaboração nas investigações  |   Bnews - Divulgação Dinaldo Silva / Arquivo / BNEWS
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 13/01/2026, às 12h42 - Atualizado às 12h42



O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT) afirmou que reagiu "com surpresa" a nova ação da Polícia Federal (PF) contra ele, realizada na manhã desta terça-feira (13), com o objetivo de verificar a existência de supostas irregularidades relacionadas à destinação de emendas parlamentares.

Em nota enviada ao BNEWS, o parlamentar disse que "cabe lembrar que em junho de 2025 houve operação com essa mesma finalidade. Passados mais de seis meses, sem que tenha sido encontrado qualquer elemento contra o deputado", e que "a nova diligência causa estranhamento, especialmente diante da inexistência de fatos novos que justifiquem a medida".

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Félix disse ainda que tem colaborado integralmente com as investigações, inclusive por meio dos seus advogados, José Eduardo Rangel de Alckmin e Sebastian Borges de Albuquerque Mello, e reafirmou a sua confiança na Justiça.

O parlamentar lamentou , segundo ele, "a morosidade de investigações dessa natureza, que comprometem reputações e causam prejuízos políticos, especialmente em ano eleitoral". Por este motivo, ele defendeu que "a apuração ocorra de forma célere e responsável".

O deputado reitera que jamais negociou a execução de emendas parlamentares, nunca indicou empresas e não exerce qualquer função de ordenador de despesas. O papel do parlamentar sempre se limitou à apresentação de emendas, com o objetivo de assegurar recursos federais aos municípios que representa na Bahia", continuou o comunicado.

"Em seu quarto mandato, Félix Mendonça Júnior sempre pautou sua atuação pela legalidade, transparência e respeito absoluto às instituições. O deputado segue à inteira disposição da Justiça, confiante de que, ao final das investigações, sua inocência será plenamente confirmada", finalizou a nota.

Operação

A PF enviou relatório ao Supremo Tribunal Federal (STF) em que atesta que o deputado teria se beneficiado com propina e atuado ativamente em um esquema de desvio de emendas parlamentares.

Ainda de acordo com a PF, as investigações evidenciam que a atuação do parlamentar “extrapolou a mera alocação de recursos provenientes de emendas parlamentares”. A corporação diz que ele “participou ativamente do esquema criminoso investigado”.

Segundo as apurações, o parlamentar teria recebido propina, “direta e indiretamente”, em razão da destinação de emendas parlamentares a, no mínimo, três municípios do estado da Bahia.

A investigação também aponta que o deputado baiano “valia-se de seu então secretário parlamentar (alvo da 4ª fase da operação), que atuava como seu longa manus (em latim significa 'mão longa') e, de forma reiterada, negociava a destinação de emendas a municípios baianos, solicitava pagamentos ilícitos a prefeitos beneficiados e participava da logística de repasse de propinas”.

Na manhã desta terça-feira (13) foram cumpridos mandados em sua residência, na Mansão Wildberger, edifício residencial de luxo localizado no Corredor da Vitória, e em seu escritório, na região da Vasco da Gama.

Nesta etapa da operação foram nove mandados de busca e apreensão na Bahia e no Distrito Federal. As ordens judiciais foram expedidas pelo STF, que também determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

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