Política

Flávio Bolsonaro defende “método Bukele” para segurança pública: “Tem pouco preso no Brasil”

Charles Vieira / Divulgação
Senador ainda criticou a legislação penal do Brasil chamando-a de “frouxa”  |   Bnews - Divulgação Charles Vieira / Divulgação
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 30/08/2026, às 18h53



O candidato a presidente do Brasil e senador do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro (PL), se reuniu, neste domingo (30), com o ministro de Segurança de Justiça de El Salvador, Gustavo Villatoro. O encontro ocorreu em São Paulo, após um ato de campanha do liberal, onde ele defendeu o “modelo Bukele” como proposta para a segurança do Brasil.

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O modelo em questão trata do controverso regime adotado pelo presidente salvadorenho, Nayib Bukele, para enfrentar a criminalidade e as gangues de El Salvador, que tornou o país com um dos menores índices de violência do mundo. Após a reunião, Flávio exaltou o modelo e afirmou que o Brasil tinha que ter mais gente presa e chamou a legislação penal brasileira de “frouxa”.

Tem pouco preso no Brasil. Tinha que ser mais. Só não tem mais porque a legislação é frouxa. Então, por isso, nós vamos criar mais meio milhão de vagas em presídios, pra que ladrão de celular, que comece com pena de no mínimo oito anos de cadeia, fique preso. Não apenas seja preso, mas fique preso”, disse.

Devido a política de Bukele, o país localizado na América Central possui uma população carcerária estimada em 120 mil – 2% da população – nos últimos três anos. Devido a isso, El Salvador, que possui 6,4 milhões de habitantes, tem a maior taxa de detentos por habitante do mundo.

O Brasil possuía, segundo dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) do final de 2025, 964 mil pessoas presas, o que representa 0,4% da população total brasileira. No encontro com o ministro de Bukele, Flávio Bolsonaro ainda afirmou que planeja implementar medidas semelhantes se for eleito.

É uma experiência que é possível que seja inspiradora para nós aqui no Brasil. E como está no nosso plano de governo, a linha vai ser de endurecimento da legislação penal e construção de vagas em presídios para que a população tenha seu primeiro e mais soberano direito, que é o direito de ir e vir. O direito à segurança pública”, disse.

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