Política
A proposta que acaba com a escala de trabalho 6x1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas vai ser votada nesta semana em primeiro turno pelo Senado Federal. Com votação marcada para esta quarta-feira (14), o tema pode ganhar um novo reforço: o de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à presidência da República.
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O senador não é a favor do fim automático da escala 6x1 como propõe a PEC original, mas evita dizer abertamente que votará contra, defendendo em seu lugar um modelo alternativo de jornada flexível por meio de acordo direto entre patrão e empregado. No entanto, de acordo com a CNN Brasil, houve uma mudança de postura da ala à direita em relação à PEC.
Segundo Daniel Rittner, diretor de Jornalismo do canal em Brasília, o bloco considerava que a votação da proposta apenas beneficiaria Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principal defensor do fim da escala e da concessão de mais um dia de folga ao trabalhador.
Após a decisão de Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, de pautar o projeto logo após o primeiro turno das eleições, interlocutores da ala conservadora no Congresso e membros da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) consideram que uma eventual aprovação da proposta, além de esforços do PT para colocá-lo como opositor desta pauta, dariam uma vitória política a Lula.
Na última segunda-feira (12), após participar de uma missa em Brasília, ao ser questionado publicamente sobre a votação da PEC que prevê o fim da escala 6×1, Flávio não respondeu e encerrou a entrevista logo após a pergunta. O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), que já se manifestou favorável à redução da jornada, disse ter conversado com Flávio e ouviu que o candidato do PL estaria disposto a votar a favor do fim da escala 6×1.
A posição da direita tem relação ainda com o recuo na tentativa de obstruir a sessão que votará a pauta. Senadores da oposição desistiram de organizar uma tropa de choque para evitar a discussão do tema pelo presidente do Senado. Mesmo defendendo um modelo alternativo, segundo avaliaram os integrantes da oposição, Flávio seria colocado por Lula como principal opositor à redução da escala, o que renderia uma narrativa favorável ao petista.
Também na segunda, Lula comentou a votação da medida e classificou a manobra da oposição de tentar adiar o pleito como "covarde". “Eles agora estão com medo de votar contra. Então eu quero saber se eles vão votar contra”, disse o atual presidente, que ainda lançou um desafio ao candidato do PL.
O senhor Flávio, como senador, se posicione! Ele pode apertar lá o botão e dizer se vai votar sim ou não. É simples assim, não tem trauma. É apenas coragem e determinação", acrescentou Lula.
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