Política
Vereador há três mandatos consecutivos e o mais antigo da atual legislatura, Edvaldo Brito (PSD), de 86 anos, não vai concorrer à reeleição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), mas não vai deixar a vida política. Em entrevista a José Eduardo nesta terça-feira (01) durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole, ele comentou os próximos passos e disse que vai se fazer presente nas discussões dos temas mais relevantes para a capital baiana.
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Uma das bandeiras defendidas por ele na CMS é a revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano do Município de Salvador (PDDU), que promete ter novas discussões no Legislativo após o pleito deste ano. "Não importa o que vai acontecer, estou nesta Casa. Vou continuar na mesma luta", disse Edvaldo. "A vida política não vai se afastar de mim e nem eu próprio dela", comentou.
"Sou presidente do diretório municipal do PSD. Ali no Rio Vermelho, comprei do meu bolso duas casinhas, instalei o partido ali para dar vida à democracia. Não adianta ter patrimônio se não distribuir esse patrimônio, me parece que a forma de distribuir é essa. São duas casinhas bonitinhas, arrumadinhas com o nome do PSD. Quem quiser participar da vida política e vida eleitoral, da democracia verdadeira, as duas casas estão abertas com auditório para exercer a democracia", afirmou o vereador.
Questionado sobre os rumos da política nacional, Edvaldo Brito fez uma análise das eleições de São Paulo, cidade em que foi secretário por quatro anos, entre 1997 e 2001, na gestão de Celso Pitta. Para ele, o pleito tem dado tristeza. "Era diferente, política era assim: tínhamos ideias para debater, dialogávamos em favor do povo e o povo tinha a capacidade de escolher qualquer um de nós por este viés. Estamos vendo hoje a maior cidade do país, a qual já governei e fui o terceiro homem, quando secretário de negócios jurídicos, e não era esta coisa que estamos vendo. Tenho tristeza de ver isso. Os debates não são civilizados", declarou.
"Olhando com os olhos de jurista, se fosse eu, magistrado, já teria interferido nessas coisas que estão acontecendo no país e estaria, portanto, incriminando os que se esquecem que o dinheiro público está financiando tudo isso, as candidaturas, as emissoras de rádio e televisão que transmitem, portanto, as palavras desses candidatos. É o imposto pago pelo povo", pontuou.
Edvaldo ainda comentou os rumos da atual campanha de Salvador e se disse decepcionado por conta da falta de discussões de temas necessários para a cidade. "Essas discussões eu quero ver na campanha e eu não vejo, mesmo na propaganda eleitoral. Estão discutindo quem passou para o lado de quem e quem deixou de estar do lado de alguém. Não tem alguém nessa campanha que diga 'eu nunca mudei de lado'. Mudam sim, mudam dentro da conveniência. Para não falar de ninguém, a campanha está vergonhosa. Não estou vendo discutirem esses pontos que importam para Salvador", disse.
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