Política

Fragilidade da imagem de Moraes contribuiu para decisão de domiciliar para Bolsonaro, diz cientista político

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O cientista político Claudio Couto avaliou que a situação frágil da imagem de Alexandre de Moraes favoreceu decisão para Jair Bolsonaro  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Youtube
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 24/03/2026, às 21h16 - Atualizado às 21h30



O cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, Cláudio Couto, em entrevista ao BNEWS Agora na Itapoan FM, considerou que o enfraquecimento da imagem do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, por suposto envolvimento do escândalo do Banco Master, foi um dos fatores que contribuíram para a decretação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Couto também destacou a própria condição de saúde do ex-presidente.

"É claro que, diante também da fragilidade, da posição política, da imagem pública do ministro Alexandre Moraes nesse momento por conta desse envolvimento com o Banco Master, talvez tirar um pouco o pé do acelerador, tentar uma decisão que fosse tirá-lo do centro das polêmicas, fosse algo também desejável para ele. Eu acho que as duas coisas pesam, a condição objetiva do presidente Bolsonaro, do ex-presidente e também, claro, a situação subjetivamente difícil do ministro Alexandre Moraes que provavelmente não quis entrar em mais bola dividida", comentou Cláudio Couto, nesta terça-feira (24).

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"É claro que a situação do presidente ou do ex-presidente Bolsonaro se agravou muito do ponto de vista da sua saúde. Veja-se o que foi essa internação. Ele internado ali com uma broncopneumonia, uma situação grave, precisou ficar internado na UTI. E isso sem intervenção cirúrgica: anteriormente quando ele ficou na UTI foi porque havia tido ali uma cirurgia e aí é normal que a pessoa passe um período na UTI, mas nesse caso foi pela gravidade do quadro que ele apresentou por conta da broncopneumonia", pontuou o cientista político.

Ele então sentenciou: "Acho que diante disso qualquer juiz de bom senso e mesmo um membro do Ministério Público, no caso aí o PGR, o [Paulo] Gonet, seriam mais cautelosos e recomendariam até por questão de precaução e por uma questão humanitária a prisão domiciliar. Então acho que nesse momento ficou muito difícil negar esse pedido, mas é bom lembrar que é uma prisão domiciliar e foi concedida por 90 dias, ou seja, a partir do pressuposto que o presidente pode estar ali num momento de uma saúde mais fragilizada".

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