Política
Uma investigação da Polícia Federal (PF) aponta que o Grupo Fictor e células da facção criminosa Comando Vermelho (CV) usavam o mesmo esquema de lavagem de dinheiro baseado em empresas de fachada, operações bancárias simuladas e cooptação de funcionários de bancos. As fraudes podem ultrapassar R$ 500 milhões.
A operação Fallax foi deflagrada na última quarta-feira (25) em três estados. O CEO da Fictor, Rafael de Gois, foi um dos alvos de busca e apreensão. O grupo anunciou a compra do Banco Master em 17 de novembro do ano passado, poucas horas antes do Banco Central anunciar a liquidação extrajudicial do banco de Daniel Vorcaro. O aporte seria de R$ 3 bilhões e envolvia investidores árabes.
Segundo a PF, a estrutura envolvia pagamentos cruzados, contabilidade fraudada e a participação de gerentes que inseriam dados falsos nos sistemas de bancos. Ao menos, 15 pessoas foram presas na última quarta-feira (25). Dentre eles, dois gerentes da Caixa Econômica Federal e uma ex-gerente do Banco do Brasil.
Operação Fallax
O objetivo da operação Fallax é desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal. Além disso, a PF investiga os crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.
Foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo. As ações aconteceram em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. As informações são do portal G1.
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