Política

GAFE! Vereador convida político morto em 2004 para participar de homenagem

Reprodução / Câmara Municipal de Viamão
Durante sessão, vereador confundiu Leonel Brizola, falecido em 2004, com convidado para homenagem na Câmara de Viamão.  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Câmara Municipal de Viamão
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 30/12/2025, às 16h13 - Atualizado às 16h13



O vereador Luisinho do Espigão (PSDB-RS) cometeu uma gafe durante uma sessão na Câmara Municipal de Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O parlamentar conduzia as atividades da Casa até que convidou o ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, para participar de uma homenagem. No entanto, Brizola não pôde comparecer, pois faleceu em 2004.

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Na ocasião, Espigão anunciava a entrega de uma moção à Escola Técnica de Agricultura (ETA) Leonel de Moura Brizola, em comemoração aos 115 anos da instituição. Ao citar o nome da escola, o vereador se atrapalhou e pediu que outro parlamentar recebesse o ex-governador, como se estivesse presente.

"Peço ao vereador Jonas que possa receber o senhor Leonel", disse Luisinho. "Senhor Leonel de Moura Brizola se encontra na Casa? Convido o senhor a participar da mesa", reiterou segundos depois.

Em seguida, o vereador Jonas Rodrigues (PL) recebeu um representante da escola técnica e o conduziu até a Mesa Diretora para acompanhar a fala do autor da homenagem, o vereador Marco Borrega (PDT).

Quem foi Brizola

Leonel de Moura Brizola é natural de Carazinho, no Norte do Rio Grande do Sul e foi um dos principais nomes do trabalhismo brasileiro.

Brizola exerceu mandatos de deputado estadual no Rio Grande do Sul e de deputado federal pelo RS e pelo extinto estado da Guanabara e de prefeito de Porto Alegre. Ele também foi governador dos estados do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro.

Durante a Ditadura Militar, Brizola foi um dos principais opositores do regime militar e passou 15 anos exilado. Ele voltou ao Brasil em 1979, por conta da Lei da Anistia, e fundou o Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Em 1989, Brizola disputou a presidência da República e terminou em terceiro lugar. Ele volta a disputar o Palácio do Planalto em 1994, terminando na quinta colocação. Em 1998, foi vice na chapa encabeçada por Luiz Inácio Lula da Silva, que perdeu para Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

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