Política
por Daniel Serrano
Publicado em 16/01/2026, às 17h00 - Atualizado às 17h25
O ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) saiu, em entrevista a BNews, em defesa da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Ivana Bastos, sobre as negociações para a formação da chapa governista para as eleições deste ano.
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A majoritária do grupo que comanda o Governo do Estado contaria com uma chapa formada pelos três últimos governadores da Bahia em sua formação. O atual, Jerônimo Rodrigues (PT), tentaria a reeleição, enquanto Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT) disputariam as duas vagas ao Senado. Com isso, o senador Angelo Coronel (PSD), que também deseja disputar uma vaga na Casa Alta do Congresso Nacional, ficaria de fora da disputa eleitoral.
Para evitar que Coronel deixe a base governista, existiria a possibilidade de o Palácio de Ondina apoiar Angelo Coronel Filho (PSD) para presidir a Alba no próximo biênio. No entanto, em entrevista às rádios Metropolitana FM e CBN Salvador, Ivana Bastos defendeu que o comando da Casa Legislativa não esteja envolvido nas negociações para as eleições deste ano.
Para a reportagem, Geddel endossou o posicionamento de Ivana Bastos. O emedebista defendeu ainda que, como a presidência da Alba, a vice-governadoria, ocupada por Geraldo Júnior (MDB), não seja usada como “moeda de troca”.
“Eu acho que ela [Ivana Bastos] foi absolutamente cirúrgica. O senador Angelo Coronel, por quem eu tenho o máximo respeito, é um senador com mandato, tá no seio do mandato, mas as legítimas negociações e tratativas políticas não podem envolver a presidência da Assembleia como não podem envolver a vice-governadoria", disse Geddel.
“A questão da vice-governadoria não é de Geraldo Júnior, é uma questão partidária. O MDB, em 2022, se elegeu, se envolveu numa operação de risco para apoiar um projeto. Correu todos os riscos apoiando uma candidatura então desconhecida e sem solidificação ainda. Conquistou o espaço nas urnas de vice-governador”, emendou.
Geddel também chamou a atenção de outras lideranças do MDB que precisam se manifestar sobre as negociações para a formação da chapa. Para o ex-ministro, outros membros do partido precisam se manifestar para mostrar que a legenda “não é descartável”.
“As lideranças do MDB têm ficado num silêncio obsequioso com o intuito de contribuir. Mas não é mais possível um partido da tradição do MDB ficar na janela como querem botar com esse ti-ti-ti, esse boato, como se o partido fosse descartável. Não, não é. E suas lideranças já mostraram ao longo do tempo que têm coragem para, na hora oportuna, se manifestar. Eu acho que chegou a hora oportuna de dizer claramente que o MDB não é descartável”, declarou.
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