Política

Geddel rejeita saída do MDB da base de Lula: "Não admito"

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Ex-ministro afirmou que MDB se mantem legal ao grupo e comentou rixa entre Jaques Wagner e Rui Costa  |   Bnews - Divulgação BNEWS / Devid Santana
Anderson Ramos e Héber Araújo

por Anderson Ramos e Héber Araújo

Publicado em 05/03/2026, às 17h42



O ex-ministro Geddel Vieira Lima afirmou, nesta quinta-feira (5), em entrevista exclusiva ao BNews, que não vai admitir a hipótese do MDB da Bahia deixar a base do governo Lula. O político revelou que o ele chegou a ser sondado para contribuir com o movimento nacional do partido para “romper a barreira no Nordeste”, mas afirmou que a “Bahia vai resistir”. 

Mais da metade dos diretórios estaduais do MDB entregaram um documento ao presidente nacional do partido, o deputado Baleia Rossi, onde pedem que a sigla mantenha a neutralidade nas eleições deste ano.

“Eu não admito essa hipótese. Essa hipótese não está em jogo”, declarou Geddel.

Segundo revelou o ex-ministro, lideranças nacionais chegaram a falar com ele para dar o primeiro passo no nordeste para que o MDB mantivesse a neutralidade. “Achava que se a Bahia fizesse isso, rompia a barreira de apoio do Nordeste. O MDB da Bahia não assinou, resistiu”, disse.

“Não vamos entrar nessa esparrela de alimentar essa especulação que só alimenta fofoca, intriga e disse-me-disse. Essa questão do MDB nacional, outros diretórios se manifestaram e queriam que a Bahia se manifestasse, e a Bahia resistiu à pressão. É mais uma demonstração de respeito à aliança”, completou.

Briga entre Rui e Wagner

Questionado sobre os ruídos de uma rixa entre o senador Jaques Wagner (PT) e o ministro Rui Costa (PT) estarem atrapalhando as conversas entre sobre a formação de chapa, o ex-ministro afirmou que ambos têm maturidade para se resolverem. 

“Ambos têm a maturidade e competência para saber que os problemas, se eventualmente houver, se resolve sentando à mesa e estabelecendo fortalecimento de aliança. Mais importante do que qualquer divergência é a preservação de um projeto que tem dado certo”, declarou o ex-ministro.

Vieira Lima ainda comparou o grupo como uma família que tem desavenças, mas que sempre se resolve e se mantém unida. Ele ainda afirmou que eles vão mostrar essa união durante as eleições de outubro.

“Eu quero ganhar a eleição, meu caro. E vou fazer, o PMDB quer ganhar a eleição, vai fazer tudo que tiver ao nosso alcance para ganhar a eleição. Claro, cobrando respeito, é sempre bom deixar, respeito e reciprocidade ao respeito e a lealdade que temos entregue à aliança.

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