Política

Geraldo Júnior se manifesta sobre possível falta de apoio de Jerônimo, Geddel e Lúcio para ser candidato

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Geraldo Júnior comentou se faltou apoio político na eleição para Salvador  |   Bnews - Divulgação Ulisses Dumas/Divulgação
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 15/10/2024, às 09h23



Candidato derrotado nas eleições deste ano para a prefeitura de Salvador, o vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior (MDB), comentou a mudança de postura para se colocar à disposição dos eleitores da capital baiana. Em sua primeira entrevista após perder nas urnas, nesta terça-feira (15), o emedebista revelou a Mário Kertész na Rádio Metrópole que gostaria de ter sido a mesma figura que apareceu nas televisões tentando ser candidato a vice-governador. 


"Cumpro missões, mas prefiro muito mais ser o Geraldo Júnior, na forma de comunicar e se expressar, de 2022", declarou. 


Questionado sobre uma falta de apoio, ele reforçou que não vai buscar algum tipo de "patrulhamento" contra quem não o apoiou. Geraldo ainda comentou uma suposta ausência do governador Jerônimo Rodrigues na campanha eleitoral. "O 'se' não vai mais me trazer a vitória. Nós fomos derrotados na eleição. Eu perdi a eleição. O grupo político perdeu a eleição. A aliança política feita em meu nome perdeu a eleição. O que nós precisamos fazer é pegar lições dessa derrota para não errarmos mais. Vai ficar aí o aprendizado para a próxima ou as próximas eleições, não só para mim, mas para um grupo político que tomou a decisão", disse o vice. 


"Em relação a Jerônimo, não tenho absolutamente nada a me queixar do governador. Eu estou no compromisso para 2026, eu e meu partido. Agora, 2026 é uma decisão que recai ao governador Jerônimo Rodrigues e à direção do meu partido", acrescentou. 


Geraldo Júnior ainda falou sobre os irmãos Vieira Lima. Segundo o vice-governador, tanto o ex-ministro Geddel como o ex-deputado federal Lúcio, representantes do MDB no estado, não eram a favor do seu nome como candidato a prefeito, mas cederam e decidiram pelo apoio.

"Tanto Geddel como Lúcio, dirigentes partidários, não queriam que eu fosse o candidato. Agora, são de grupos políticos e participação política de democracia. Você quer a decisão, como vice-governador sendo o maior ativo do partido, nós precisamos desse ativo para os 27 territórios do interior do estado. Me deram a oportunidade e estiveram ao meu lado, mesmo contra, inicialmente, ao meu processo", revelou.

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