Política
O cantor e compositor Gilberto Gil diz falou sobre seu envolvimento com a política durante entrevista ao jornal britânico Financial Times. Na ocasião, o artista defendeu a candidatura do presidente Lula (PT) para um quarto mandato.
Segundo ele, "vemos muitos dos mesmos nomes, os mesmos conceitos" e que "não há opção para nada diferente". Ele também conta se encontrar e discutir assuntos com o petista, incluindo o comprometimento de ambos com a política.
Gil acrescentou que é preciso se unir "contra a polarização da política no Brasil e a ascensão do movimento de direita" e diz achar que "a esquerda entende melhor seu propósito, está mais interessada no progresso e em um futuro brasileiro".
Sobre o momento em que lançou o disco "Tropicália ou Panis et Circensis", no mesmo ano em que o regime militar instituiu o AI-5, que deu o pontapé no período mais repressivo da ditadura, Gil disse ao jornal que ele e sua turma -Caetano Veloso, Os Mutantes e Tom Zé- sabiam que poderiam "ser perseguidos, porque o regime era muito duro e se opunha à liberdade que desejávamos".
"Tínhamos que esperar uma reação deles, mas não imaginávamos que seria tão forte", disse. A reportagem relembra que Gil e Caetano foram presos pelos militares e ficaram dois meses atrás das grades, com passagens pelo confinamento solitário.
Mas o cantor conta que eles não tinham o objetivo de se tornar ativistas -apenas queriam se divertir. "Fomos forçados a nos envolver na política, ela nos encontrou. Tivemos que lutar contra a ditadura, tivemos que lutar para restabelecer a democracia."
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