Política
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, pediu desculpas publicamente, na última quinta-feira (23), após ter citado a homossexualidade para rebater críticas do ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema à Corte.
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“Há uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo. Vou enfrentá-la. E não tenho receio de reconhecer um erro. Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo”, escreveu o magistrado em publicação na rede social X (antigo Twitter).
Antes disso, o magistrado tinha ironizado o sotaque de Romeu Zema e dito que o ex-governador de Minas fala um “dialeto próximo do português, (…) uma língua lá do Timor Leste”. Zema rebateu a declaração e disse que Mendes fala o "português esnobe dos intocáveis de Brasília".
Em março, Zema publicou um vídeo nas redes sociais em que faz críticas ao STF e a ministros da Corte, incluindo Gilmar Mendes e Dias Toffoli, no contexto do caso envolvendo o Banco Master. Os magistrados são retratados na gravação como fantoches.
Esta semana, Gilmar Mendes solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news, a inclusão de Zema na investigação. O magistrado afirmou que tomou conhecimento do vídeo no dia 5 de março e que o conteúdo “vilipendia” a honra e a imagem dele e do Supremo. Moraes enviou o caso para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), que ainda não se manifestou.
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