Política

Gleisi convoca reunião com Centrão para barrar projeto da anistia

Gil Ferreira/SRI-PR
Oposição pressiona por votação de anistia que pode beneficiar ex-presidente Jair Bolsonaro em inquérito no STF.  |   Bnews - Divulgação Gil Ferreira/SRI-PR
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 08/09/2025, às 09h05



A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, convocou uma reunião para esta segunda-feira (8) com ministros de partidos do Centrão para discutir uma estratégia para evitar que projeto de lei de anistia aos envolvidos nos atos golpistas do dia 9 de janeiro de 2023 avance no Congresso Nacional. 

A reunião deve contar com a presença dos partidos MDB, PP, União Brasil, PSD e Republicanos. Além deles, também foram chamados para participar do encontro os integrantes do governo que têm relação próxima com as bancadas de suas legendas na Câmara e no Senado. 

Nos últimos dias, a oposição na Câmara aumentou a pressão para que seja votado um projeto de anistia que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta pode anular uma eventual condenação contra o ex-mandatário no inquérito da trama golpista, que é julgado na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

As cúpulas nacionais do PP, União Brasil e Republicanos vêm declarando apoio ao projeto de anistia que pode ajudar Bolsonaro. Já a cúpula do PSD vê o partido dividido sobre um apoio à anistia. O cenário é similar no MDB. Enquanto integrantes da cúpula nacional demonstram ser contra a proposta, as alas do partido no Sul e Centro-Oeste apoiam o texto. 

Além da anistia, o PL tenta reverter a inelegibilidade de Bolsonaro, mas encontra resistência de uma ala do Centrão, que prefere concentrar seus esforços em um perdão a uma eventual condenação do ex-presidente no inquérito da trama golpista.

Diante deste cenário, o governo do presidente Lula quer que os ministros desses partidos reduzam o apoio à anistia. De acordo com o jornal O Globo, o plano é cobrar os auxiliares, alguns deles deputados e senadores licenciados, para evitar que haja um apoio ao texto e que a proposta seja pautada.

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