Política
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), afirmou não crer que o “mal-estar” com o Supremo Tribunal Federal (STF) após sua fala sobre a anistia aos envolvidos nos atos do 8 de janeiro “persistirá”. A titular da pasta afirmou que a sua declaração foi “mal colocada” e reafirmou a responsabilidade do Supremo Tribunal Federal (STF) pelas penas.
“Não acredito nisso. Foi por isso que fiz o esclarecimento logo, para não restar dúvidas. Eu fiz uma fala que ficou mal colocada mesmo, no sentido de dizer que o Congresso tem legitimidade para fazer qualquer debate, inclusive, discutir o que acha sobre as penas. Mas qualquer revisão criminal cabe exclusivamente ao Poder Judiciário, sendo que no caso do 8 de janeiro o responsável por isso é o STF. Nada impede que o Congresso busque uma mediação com o Supremo. O próprio presidente da Câmara, Hugo Motta, está tentando construir esse caminho”, disse a ministra em entrevista à coluna Bela Megale, do O GLOBO.
De acordo com informações da GloboNews, magistrados do Supremo teriam se revoltado com o posicionamento de Gleisi sobre a anistia. Na quinta-feira (10), a petista afirmou considerar “plenamente defensável” a pauta. A deputada licenciada revelou ainda não ter sido procurada por integrantes da Corte.
A ministra contou que não chegou a falar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes de se manifestar sobre a anistia.
“Eu me referi aos casos que estão gerando comoção no Congresso sobre o 8 de janeiro. Mas não sobre a anistia geral, ampla e irrestrita. Nossa posição é muito clara, somos contra isso. Até porque o projeto que está lá (no Congresso) de anistia não é para as tiazinhas do 8 de janeiro. É geral e irrestrito para Bolsonaro e os generais”, acrescentou.
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