Política

Governadores iniciam temporada de renúncias de olho nas eleições de outubro

Divulgação / TSE
18 dos 27 governadores não poderão concorrer à reeleição  |   Bnews - Divulgação Divulgação / TSE
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 22/03/2026, às 15h31



Começou a temporada de renúncias aos governos de estados Brasil afora. Os chefes do Executivo que não podem disputar a reeleição e querem estar nas urnas em outubro precisam deixar os postos até o dia 4 de abril, prazo final do período de desincompatibilização. 

Dos 27 governadores 18 estão nesta situação, porque a lei brasileira não permite três mandatos consecutivos. A maioria deles pretende concorrer ao Senado, embora em alguns casos a meta seja a Presidência da República.

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A fila foi puxada por Romeu Zema (Novo), que deixou o governo de Minas Gerais neste domingo (21) para, inicialmente, disputar o Palácio do Planalto. Em seu lugar assume o vice, Mateus Simões (PSD), cotado como sucessor de Zema. 

Nesta segunda-feira (22) será a vez do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) deixar o cargo. No caso dele, a renúncia não acontece apenas porque ele vai disputar uma vaga ao Senado, mas também por ser alvo de um processo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pode deixá-lo inelegível. A renúncia seria uma estratégia para evitar a cassação e problemas com sua candidatura. 

Também em busca de uma cadeira no Senado, Ibaneis Rocha (MDB) renuncia ao governo do Distrito Federal no próximo sábado (28), e deixa o Palácio do Buriti nas mãos de Celina Leão (PP).

Outro que já tem data para deixar o cargo é Gladson Cameli (PP). O governador do Acre anunciou que sua renúncia será no dia 2 de abril. Os governadores do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) e da Paraíba João Azevêdo (PSB), já informaram que vão renunciar na mesma data. Todos vão disputar o Senado. 

FATOR KASSAB

Três governadores esperam uma decisão do partido para a renúncia. Ratinho Júnior (Paraná), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ronaldo Caiado (Góias) aguardam uma definição do presidente do PSD, Gilberto Kassab sobre quem dos três será o candidato da legenda para a disputa presidencial. A expectativa é de que o anúncio seja feito nesta semana. 

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), é outro gestor que ainda aguarda definições para anunciar sua renúncia. Ele deve ser candidato ao Senado.

PERMANÊNCIA E INDECISÃO

Com exceção de Fátima Bezerra (PT-RN), governadora do Rio Grande do Norte e de Wanderlei Barbosa (Republicanos), chefe do Executivo do Tocantins, que já decidiram que seguirão no cargo, os demais governadores que não podem disputar a reeleição ainda não definiram o seu futuro. São eles: 

  • Wilson Miranda (União Brasil) - Amazonas;
  • Paulo Dantas (MDB) - Alagoas;
  • Carlos Brandão (sem partido) - Maranhão;
  • Marcos Rocha (União Brasil) - Rondônia;
  • Mauro Mendes (União Brasil) - Mato Grosso; 
  • Antonio Denarium (PP) - Roraima; 

Classificação Indicativa: Livre

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