Política

Governo brasileiro adota cautela em possível encontro entre Lula e Trump

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Bnews - Divulgação Reprodução Instagram / Ricardo Stuckert -PR
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 28/09/2025, às 08h28 - Atualizado às 08h28



Integrantes do governo federal pregam cautela sobre uma reunião entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir o tarifaço imposto pelo governo norte-americano aos produtos brasileiros. As informações são do portal G1. 

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A avaliação do Palácio do Planalto e do Ministério das Relações Exteriores (MRE) é que seria mais "prudente" que o primeiro contato ocorra por telefone ou vídeo para, em seguida, Lula e Trump terem uma reunião presencial.

O encontro presencial não está descartado. No entanto, há dificuldade em encaixá-la nas agendas.Uma visita de presidentes costuma levar meses de negociação entre os países. 

Outra possibilidade levantada pelo governo brasileiro é uma reunião acontecer em outro país.  Em outubro, Lula tem viagens previstas para Itália, Indonésia e Malásia. No final do mês, existe a possibilidade de Trump ir à Malásia para participar da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), evento que terá a participação do presidente brasileio. 

Um possível encontro entre Lula e Trump foi anunciado na última terça-feira (23) pelo presidente dos EUA durante seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

Na ocasião, Donald Trump disse que teve um pequeno contato com Lula, com quem disse que houve uma boa "química". O presidente dos EUA revelou ainda que acertou uma conversa na próxima semana.

Após o encontro na ONU, Lula disse que "aquilo que parecia impossível deixou de ser impossível e aconteceu" e que "pintou uma química mesmo" com Trump

Contato em negociação

Apesar do anúncio feito por Trump, um encontro ainda não foi confirmado pelos dois governos. Segundo membros do governo brasileiro,  até o momento não estão definidos data, formato e local da conversa entre os dois presidentes.

A diplomacia brasileira quer um primeiro contato por telefonema ou videochamada, por não exigir viagens e facilitar as agendas dos presidentes. Além disso, permitiria a Lula e Trump "identificarem pontos de convergência e divergência" na relação comercial. 

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