Política

Governo federal retoma caso nebuloso da morte de JK

Agência Brasil
Terceira reunião da CEMDP, recriada por Lula, busca esclarecer as causas da morte de JK, que geram debates desde a ditadura  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil

Publicado em 13/02/2025, às 07h32   Yuri Pastori



O governo federal e a Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP),  órgão de Estado que tem apoio técnico-administrativo do Ministério dos Direitos Humanos, devem retomar o caso do acidente que matou o ex-presidente Juscelino Kubitschek. Controvérsias sobre as causas da morte de JK existem desde a ditadura.

Segundo a Folha de São Paulo, a terceira reunião da CEMDP, extinta pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) e recriada por Lula (PT), irá acontecer nesta sexta-feira (14) no Recife. O Opala em que estava JK ficou destruído após colisão frontal com uma carreta na via Dutra em 1976. O veículo era conduzido por seu motorista e amigo Geraldo Ribeiro, que morreu junto com o ex-presidente. 

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As investigações feitas na época da ditadura e as realizadas pela Comissão Nacional da Verdade (CNV) em 2014 e de uma comissão externa da Câmara dos Deputados em 2001 indicaram que houve um acidente e que o carro, antes da colisão, foi atingido por um ônibus da viação Cometa ao tentar ultrapassá-lo.

Outras versões dizem que foi um atentado político contra JK e que pode ter havido uma sabotagem mecânica do veículo ou mesmo um tiro ou envenenamento do motorista. Essa tese é das Comissões Estaduais da Verdade de São Paulo, formadas por um grupo de trabalho com pesquisadores da USP e Mackenzie, e de Minas Gerais, além da Comissão Municipal da Verdade de São Paulo.

Um inquérito civil conduzido pelo Ministério Público Federal (MPF) por seis anos, de 2013 a 2019 descartou a possibilidade de choque entre o ônibus e o Opala, mas não descartou e nem afirmou a possibilidade de atentado por falta de elementos materiais suficientes. Esse laudo foi o que fez o governo retomar o caso. 

Em depoimento em 2013, o motorista do ônibus, que foi absolvido, contou ter recebido, cinco dias depois do acidente, uma oferta em dinheiro para assumir a culpa. Segundo o motorista da carreta, Ribeiro parecia desfalecido antes mesmo da colisão.

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