Política

Governo Lula condena perseguição de Maduro a opositores

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Em nota, o Itamaraty destaca a importância de garantir os direitos políticos e a integridade física dos opositores na Venezuela  |   Bnews - Divulgação Reprodução/X
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 11/01/2025, às 12h09 - Atualizado às 12h09



O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou uma nota, neste sábado (11), para comentar as recentes denúncias e violações de direitos humanos a opositores cometidos pela gestão do presidente da Venezuela, Nicólas Maduro, contra oposicionistas. 

No texto publicado pelo Itamaraty, o governo brasileiro cita ainda  "os gestos de distensão pelo governo Maduro" e a liberação de 1.500 detidos nos últimos meses e a reabertura do Escritório do Alto Comissário de Direitos Humanos das Nações Unidas em Caracas.

"O governo brasileiro deplora os recentes episódios de prisões, de ameaças e de perseguição a opositores políticos", afirma o texto. 

"O Brasil registra que, para a plena vigência de um regime democrático, é fundamental que se garantam a líderes da oposição os direitos elementares de ir e vir e de manifestar-se pacificamente com liberdade e com garantias à sua integridade física", acrescenta.

“Embora reconheçamos os gestos de distensão pelo governo Maduro – como a liberação de 1.500 detidos nos últimos meses e a reabertura do Escritório do Alto Comissário de Direitos Humanos das Nações Unidas em Caracas –, o governo brasileiro deplora os recentes episódios de prisões, de ameaças e de perseguição a opositores políticos”, diz outro trecho do texto.

Entenda o caso 

O presidente Nicolás Maduro, tomou posse para o seu terceiro mandato seguido na última sexta-feira (10), em meio a acusações de irregularidades nas últimas eleições, realizadas em julho do ano passado. 

Na véspera da cerimônia, a líder da oposição, María Corina Machado, foi momentaneamente detida. Adversário de Maduro na eleição passada, Edmundo González prometeu voltar à Venezuela.

A oposição classificou a posse de Maduro como “golpe de Estado”. Em comunicado, a principal coalizão opositora, a Plataforma Unitária, disse “com a usurpação do poder por parte de Nicolás Maduro (...), apoiado pela força bruta e desconhecendo a soberania popular expressa de forma contundente em 28 de julho passado, consumou-se um golpe de Estado. González Urrutia é quem deve ser empossado”.

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