Política
por Bruna Rocha
Publicado em 16/05/2025, às 12h55
O Ministério da Saúde está orientando parlamentares a fazer indicações para a construção de um novo orçamento secreto, que será de pelo menos R$ 3 bilhões. Esse valor será distribuído entre aqueles que atenderem aos critérios políticos, priorizando aliados no Congresso Nacional.
Os recursos do orçamento serão retirados dos cofres do ministério, ou seja, são verbas públicas. No jargão de Brasília, essa manobra é conhecida como um "extra". Na semana passada, parlamentares receberam um ofício solicitando que os prefeitos fizessem pedidos digitais ao ministério, mas sem indicar o senador ou deputado responsável, de forma que apenas determinadas pessoas no Congresso e no Palácio do Planalto tenham acesso a esses pedidos, conforme apuração do UOL.
Após receber o documento, o senador ou deputado deverá encaminhar uma cópia do ofício para o líder de seu partido. Ao chegar na Câmara, Mariângela Fialex, assessora parlamentar, comandará a distribuição dos recursos; ela foi responsável por administrar as planilhas do orçamento durante o governo Bolsonaro.
No Senado, a distribuição dos recursos ficará a cargo de Ana Paula Magalhães Lima, chefe de gabinete do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Nesse contexto, cada deputado poderá solicitar até R$ 5 milhões e cada senador até R$ 18 milhões.
Ainda segundo a apuração do portal, 60% dessas verbas serão destinadas à Média e Alta Complexidade (MAC) e 40% ao Piso de Atenção Primária (PAP) no SUS em municípios.
Apesar do novo valor disponível, haverá um "desconto" de 40% para aqueles que votaram contra as orientações do governo na mudança das regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC). A reportagem tentou contato com o Ministério da Saúde para obter mais detalhes sobre o projeto, mas não obteve retorno.
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