Política
Publicado em 20/10/2024, às 10h30 - Atualizado às 10h30 Cadastrado por Daniel Serrano
O desempenho da esquerda nas eleições municipais deste ano fez com que o governo Lula e do PT em olhar com preocupação para o pleito para o Senado em 2026, quando ocorrerá uma renovação de dois terços da Casa. Há um temor de que ocorra um domínio dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o que deve deixar a base de apoio do presidente Lula, caso ele seja reeleito, acuada. A informação é do jornal O Globo.
De acordo com a publicação, parlamentares e caciques do PT defendem uma aproximação com nomes de centro ou até ligados à direita, desde que não tenha afinidade com Bolsonaro.
Nas eleições de 2026, seis senadores dos nove senadores petistas terão o mandato encerrado. Já do lado do PL do ex-presidente, serão oito dos 14 parlamentares que precisarão encarar o pleito. No entanto, a base aliada de Bolsonaro não se restringe apenas o Partido Liberal, como ex-ministra Damares Alves (Republicanos-DF).
As eleições deste ano mostraram um cenário favorável para partido de direita, o que faz com que integrantes do PT a reconhecer o momento desfavorável e para a dificuldade na renovação de quadros. Com isso, o partido passa a avaliar o apoio de candidatos de outros partidos, mesmo que da direita. Internamente, a estratégia vem sendo chamam de “redução de danos”.
Entre os nomes que o PT deve apoiar nas eleições de 2026 devem ser Eduardo Leite (PSDB) no Rio Grande do Sul, Alexandre Silveira (PSD) em Minas Gerais, e Eduardo Braga (MDB) no Amazonas.
Em São Paulo, dirigentes do PT têm dito que o partido não tem nome disponível para concorrer a uma vaga no Senado. Com isso, a sigla de Lula deve apostar em um quadro de outra legenda com perfil parecido com o de Geraldo Alckmin, que vem sendo apontado com uma alternativa caso seja preterido da chapa de Lula para a releição. O único petista considerado viável é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mas ele só entraria na disputa se houvesse um apelo de Lula.
No entanto, a maior preocupação do PT e do governo Lula está na região Norte, onde o bolsonarismo vem ganhando força. Nas eleições municipais deste ano, o PT não elegeu nenhum prefeito no Acre, em Rondônia e em Roraima. Para tentar amenizar o cenário, o presidente da República já pediu ao senador Omar Aziz (PSD-AM), que deve se candidatar ao governo do Amazonas, que ele tenha nomes fortes para o Senado em sua chapa em 2026.
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