Política

Governo Lula estuda volta de recurso polêmico que Bolsonaro colocou fim

Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) recomenda adoção da medida  |   Bnews - Divulgação Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Redação

por Redação

redacao@bnews.com.br

Publicado em 16/05/2025, às 21h50 - Atualizado às 23h25



O retorno do horário de verão foi defendido em reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) na quarta-feira (14). 

O diretor-geral do ONS, Marcio Rea, frisou que a adoção do horário de verão é uma decisão política do governo, que passa pelo MME (Ministério de Minas e Energia) e pela Presidência da República. Para o ONS, a medida é necessária do ponto de vista técnico. “Reforçamos que tecnicamente é importante o horário de verão. Ele vai contribuir, até por conta dessa questão [das chuvas abaixo da média] do Sul. Mas agora depende de uma avaliação governamental”, disse em entrevista à Agência Infra.

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Rea informou que diante do período úmido com afluências abaixo da média, já estão sendo avaliadas medidas para assegurar o atendimento de potência no segundo semestre. Além da recomendação de volta do horário de verão, as medidas incluem despacho de térmicas e antecipação de suprimento de usinas contratadas no LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade) de 2021.

O diretor-geral ainda elencou medidas em curso para redução dos cortes obrigatórios de geração, o chamado curtailment, que podem aumentar o escoamento de energia do Nordeste em até 2 GW (gigawatts), e os desafios para o sistema com a demanda crescente de energia, em especial por projetos de data centers e hidrogênio verde.

Em 2024, a discussão da retomada do horário de verão já havia vindo à tona, dado a maior estiagem dos últimos 70 anos no país. O horário de verão está suspenso desde 2019.

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