Política

Governo Milei passa por teste de fogo com eleições neste domingo

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Pleito renovará cerca de metade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado  |   Bnews - Divulgação Fórum Econômico Mundial / Ciaran McCrickard
Redação

por Redação

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Publicado em 26/10/2025, às 12h36



As eleições legislativas na Argentina, marcadas para este domingo, são vistas como um referendo sobre o governo de Javier Milei, que enfrenta crises de popularidade e reservas cambiais limitadas. O resultado pode determinar se Milei recupera sua influência política ou se se torna uma figura em declínio.

O governo de Javier Milei tem uma verdadeira prova de fogo neste domingo (26), com as eleições do Legislativo da Argentina, que renovarão cerca de metade da Câmara dos Deputados — 127 das 257 cadeiras — e um terço do Senado — 24 das 72 cadeiras. 

O pleito de hoje é encarado como uma espécie de referendo sobre o governo Milei. Os eleitores, que se mostram divididos nas pesquisas de opinião, definirão se Milei renova o fôlego em meio a crises de popularidade e de falta de reservas cambiais ou se virará "uma figura em declínio", segundo analistas consultados pela agência de notícias Reuters.

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Segundo as principais pesquisas de opinião, o partido de Milei está ligeiramente à frente da principal legenda de oposição. Será a chance dele de se recuperar da derrota na eleições provinciais de setembro. 

Atualmente, o movimento de oposição peronista detém a maior minoria em ambas as Casas e tem cerca de metade de suas cadeiras na Câmara em disputa pela reeleição.

O partido relativamente novo de Milei, A Liberdade Avança, tem apenas 37 dos 257 deputados e seis dos 72 senadores.

Analistas avaliam que se o partido de Milei conquistar mais de 35% dos votos, isso seria visto como um sinal positivo de apoio, usando como termômetro os 30% que Milei obteve no primeiro turno das eleições presidenciais de 2023. Se Milei se aproximar dos 40%, isso seria visto como "uma eleição muito boa", apontam.

Fator Trump

Em recente encontro com Milei, o presidente dos EUA, Donald Trump, condicionou o envio de ajuda financeira à Argentina a um bom resultado nas urnas. 

Dias depois de Trump oferecer US$ 20 bilhões, o norte-americano ameaçou que um maior apoio dos EUA dependeria do sucesso do partido de Milei nas eleições de meio de mandato.

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