Política

Greve dos Rodoviários: Hélio Ferreira diz que proposta patronal foi "desrespeitosa"

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O presidente de honra do Sindicato dos Rodoviários, Hélio Ferreira, conversou com o BNEWS nesta quinta-feira (21)  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Alex Torres e Davi Lemos

por Alex Torres e Davi Lemos

Publicado em 21/05/2026, às 18h13



O presidente de honra do Sindicato dos Rodoviários, Hélio Ferreira, em conversa com o BNEWS nesta quinta-feira (21), disse que a proposta apresentada pelos donos das empresas de ônibus durante as rodadas de negociações foi "desrespeitosa" e previa o corte de direitos que rodoviários adquiriram há três décadas. Como disse, a categoria chegou a aceitar a proposta realizada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), mas rejeitou as cláusulas patronais para o acordo, o que resultou na decretação da greve.

"Vai ter greve. A categoria deliberou por tem indeterminado a greve geral. Nós tentamos de todo jeito evitar a greve. Queremos agradecer ao Tribunal [Regional do Trabalho]. Tivemos duas reuniões exaustivas. A todo momento a presidenta tentando; ela fez uma proposta. Nós colocamos aqui as duas propostas, a do patrão e a do tribunal, infelizmente a proposta patronal foi rejeitada e a categoria amanhece em greve a partir zero hora e um minuto de hoje para amanhã", disse Hélio Ferreira.

Ele pontuou que os rodoviários querem melhores condições de trabalho. Ferreira ressaltou a precarização das condições de trabalho que afeta a saúde física e mental dos trabalhadores. "É uma carta horária que não dá tempo do trabalhador ir no banheiro, beber uma água. Excesso de hora extra no fim de semana com jornadas de mais de dez horas de trabalho. É uma telemetria com bipe muito alto no ouvido do motorista durante toda a sua jornada de trabalho. São as multilinhas, em que um motorista está em uma linha hoje, daqui a pouco tem que estar em outra", relatou o sindicalista.

A proposta patronal previa 2,36% de reajuste. Segundo Hélio Ferreira, havia ainda indicações para tirar plano de saúde, acesso ao ônibus, congelamento do valor do ticket alimentação, com desconto aumentado para 20%. Além disso, segundo Ferreira, houve proposta de tirar o quinquênio, prêmio por assiduidade, financiamento da habilitação. O sindicalista ainda pontuou que, apesar da decretação da greve, um grupo de negociação continua de plantão para receber propostas.

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