Política

Haddad revela que EUA sinalizam abertura para negociações sobre tarifaço

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Haddad destaca confiança em superar desafios impostos pelo tarifaço e manter diálogo com autoridades americanas  |   Bnews - Divulgação Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 29/07/2025, às 09h44 - Atualizado às 09h45



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse, nesta terça-feira (29), que o governo dos Estados Unidos teria sinalizado uma abertura para discutir o tarifaço anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A medida impõe uma sobretaxa de 50% às importações brasileiras, a partir da próxima sexta-feira (1º), data que, segundo Haddad, pode ser alterada.

O Brasil nunca abandonou mesa de negociação. Eu acredito que, nesta semana, já há algum sinal de interesse em conversar. E há uma maior sensibilidade de algumas autoridades dos Estados Unidos de que, talvez, tenha se passado um pouquinho e, que, queiram conversar. Alguns empresários estão fazendo chegar ao nosso conhecimento de que estão encontrando maior abertura lá", disse.

Paralelo a tentativa de negociação, o governo prepara um plano de contingência no caso de o tarifaço dos EUA realmente entrar em vigor. 

Estamos muito confiantes que preparamos um trabalho que vai permitir ao Brasil superar esse momento. O evento externo não foi criado por nós, mas o Brasil vai estar preparado para cuidar das suas empresas, dos seus trabalhadores, e ao mesmo tempo se manter permanentemente na mesa de negociação buscando racionalidade, buscando respeito mútuo", acrescentou.

Um opção do governo é fazer um plano nos moldes do que foi implementado na pandemia do Covid-19, quando o governo pagava uma parte ou a íntegra dos salários do setor privado.

Dentre os vários cenários, há lei que estabelece esse tipo de... [programa]. Mas não sei qual o cenário que o presidente vai optar, por isso que eu não posso adiantar as medidas que vão ser adotadas por ele. Como são vários cenários, todo tipo de medida cabe em algum deles. Mas quem vai decidir a escala, o montante, a oportunidade, a conveniência e a data é o presidente [Lula]", afirmou Haddad.

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