Política
O vereador Hamilton Assis (PSOL) criticou duramente, nesta segunda-feira (26), o corte de salário dos professores da rede municipal de Salvador que aderiram à greve da categoria. Durante sessão ordinária na Câmara, o oposicionista acusou a gestão do prefeito Bruno Reis (União Brasil) de adotar práticas autoritárias e até mesmo ilegais contra os servidores públicos.
Segundo o vereador, houve um "conjunto de violências simbólicas" ao longo da semana, incluindo a falta de diálogo e a suspensão de sessões para evitar o debate com os trabalhadores. Ele também afirmou que contracheques com os descontos salariais teriam sido vazados pela própria prefeitura, expondo professores e professoras à humilhação pública.
“A prefeitura, por exemplo, deixou vazar contracheques de trabalhadores e trabalhadoras, com descontos, principalmente de professores, quando esses descontos, por exemplo, só podem ser efetivados se esses trabalhadores não efetivamente trabalham. Aí, em situação de greve, o contrato é suspenso”, explicou.
Assis argumentou que, estando o contrato suspenso durante a greve, os docentes têm a obrigação legal de repor as aulas após o fim da paralisação, o que inviabilizaria qualquer desconto imediato nos vencimentos. “Portanto, não existe nenhuma possibilidade de corte de salário. Corte de salário é nada mais do que um assédio moral, isso é uma violência também”, concluiu.
O movimento grevista foi declarado ilegal pela Justiça baiana no início de maio, mas a APLB-Sindicato, que representa os trabalhadores da Educação, decidiu manter a paralisação.
Classificação Indicativa: Livre
som poderoso
Som perfeito
Smartwatch top
Qualidade JBL
iPhone barato