Política

Hilton Coelho defende motoristas de app e detona "cartel dos combustíveis"

Henrique Brinco/ BNews
Protesto na Alba revela a luta de trabalhadores por melhores condições e a necessidade de um canal institucional para suas reivindicações.  |   Bnews - Divulgação Henrique Brinco/ BNews
Henrique Brinco e Daniel Serrano

por Henrique Brinco e Daniel Serrano

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 24/03/2026, às 17h12 - Atualizado às 17h12



O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) acompanhou de perto a manifestação dos motoristas por aplicativo e motoboys realizada nesta terça-feira (24), na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). 

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A categoria iniciou o ato na manhã desta terça-feira (24) e protestam pela redução da carga tributária sobre os combustíveis, apontada como um dos principais fatores que impactam negativamente os ganhos dos trabalhadores.

Ao BNews, Hilton Coelho comentou sobre a tentativa de dialogar com os manifestantes, acabou sem um acordo e reforçou o apoio à mobilização.

“O acordo que eles estão buscando é a resolução do problema. Como não existe resolução do problema, eles vão continuar se mobilizando e eu acho que eles estão certos. O que eu vi aqui foi uma multidão de trabalhadores e trabalhadoras, muito jovens de fato, mas a gente vê que são batalhadores, batalhadoras pela sobrevivência deles e de suas famílias”, disse. 

O deputado ainda fez um aletar para a possibilidade de agravamento da situação caso não haja um posicionamento efetivo do poder público. O parlamentar apontou para a necessidade de esforço conjunto entre governo estadual e federal para enfrentar o problema.

“Essa situação, ao meu ver, só vai se agravar, por isso o poder público tem que ter um posicionamento real. Precisa fazer essa composição entre a redução de impostos do Estado com o governo federal, precisa pautar problemas como a questão do cartel na Bahia, o cartel dos combustíveis. Não dá para ficar caindo nas costas da nossa população. 

"Tem que discutir o problema, por exemplo, dos aplicativos que estão ficando com boa parte da renda do trabalho deles. Isso tudo apareceu no encontro que, ao meu ver, foi relâmpago. Então, as pessoas estão orientadas, está faltando um canal institucional, com executivo, para que elas falem, se tiram o papel de trabalho. O papel da Assembleia Legislativa é jogar para que isso aconteça", finalizou.

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